A expectativa dos cooperados paranaenses é de uma boa safra de milho verão, apesar da redução na área, afirma Robson Mafioletti, assessor da gerência técnica e econômica da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).
Segundo ele, o milho apresenta bom desenvolvimento no campo, especialmente no Sul e Sudoeste do Estado, onde há maior concentração do grão na lavoura.
"Essas regiões são mais altas e apresentam melhores produtividades em comparação ao milho produzido no Norte do Estado, que sofreu à espera de chuva", analisa Mafioletti.
Para ele, a produtividade do milho verão deve ficar entre 9 mil e 12 mil quilos/hectare no Paraná. "As plantas estão vistosas, com um verde intenso, e os produtores estão começando agora a adubação nitrogenada."
Mafioletti cita que o plantio não começou bem, devido à falta de chuvas, e foi registrado atraso em algumas regiões. "Mas a previsão é de um El Niño pouco intenso no Centro-Sul, que prevê boas chuvas bem distribuídas, diferente de 2013, quando tivemos veranicos fortes em dezembro e janeiro."
O assessor lembra que foi a questão econômica que comprometeu a produção da primeira safra de milho o Estado. "Há cinco anos tínhamos 1,5 mil hectares e hoje são 535 mil."
Apesar da redução de espaço, os produtores esperam que o preço compense o trabalho. "Chicago reagiu em novembro e o preço chegou a R$ 21, animando os agricultores, mas com a supersafra dos Estados Unidos, Europa e China, os preços voltaram aos patamares reais", diz Mafioletti, calculando que os custos de produção da safra 2014/15 devem ficar entre R$ 18 e R$ 20 a saca. "Como não é a principal cultura de verão do Estado, a opção pelo milho justifica-se mesmo pela rotação."
Com espaço apertado para receber a próxima safra, as cooperativas apostam na excelente qualidade da safrinha 2013/14 para vender o milho excedente nos mercados interno e externo. "O trigo também tem ótima qualidade e até recebemos pedidos de compra do Rio Grande do Sul, além dos leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) do governo federal, que escoaram 500 mil toneladas do produto paranaense", declara Mafioletti.
Ele informa que as cooperativas têm capacidade de armazenagem de 28 milhões de toneladas e devem receber 4 milhões de toneladas de milho e 17 milhões de toneladas de soja nesta primeira safra. "Temos estrutura, mas é custoso realizar o passeio do produto pelos armazéns. Entretanto, o porto tem trabalhado de forma mais ágil", diz o assessor, que resume o atual cenário como estável para o produtor. (M.G.)

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