Da Redação
O diretor do Departamento de Abastecimento Agropecuário do Ministério da Agricultura, Vilmondes Olegário da Silva, apresentou quarta-feira, 15/12, em Curitiba, o plano de abastecimento de milho durante os meses de janeiro e fevereiro (chamados de período de transição) aos representantes dos criadores e produtores do Paraná.
Segundo Vilmondes, os estoques nacionais estão avaliados em 1,4 milhão toneladas, das quais 550 mil toneladas serão direcionadas para o atendimento ao pequeno criador, com as vendas diretas em balcão. Outras 325 mil toneladas estão sendo direcionadas para o abastecimento do Nordeste e sobram 400 mil toneladas, que serão colocadas em leilões públicos.
Vilmondes admite que a oferta é irrisória, mas garantiu que o Governo Federal está se esforçando ao máximo para que não falte milho ao pequeno criador. Para as grandes empresas, o Governo adotou medidas de flexibilização nas importações, para que sejam feitas pela iniciativa privada.
Com essas medidas, o diretor acredita que dimiuirá a pressão sobre o preço do milho, que deve se manter estabilizado num patamar mais alto, próximo da paridade internacional. ‘‘Essa será a tendência daqui para frente’’, disse. Segundo o Ministério da Agricultura, o milho está sendo ofertado em média por R$11,50 a saca.
O Paraná tem um estoque de 53 mil toneladas para serem vendidos em balcão até a entrada da próxima safra, segundo Vilmondes. O diretor pediu a participação e o monitoramento das entidades presentes na liberação desse estoque. Ele disse que não acredita em desabastecimento de milho e lembra que o produto está sendo comercializado num patamar mais alto, devido à redução drástica dos estoques da Conab.
ParanáAs entidades presentes à reunião pediram a definição de uma política de estoques reguladores de grãos, para evitar a repetição de crises de abastecimento como o Paraná está enfrentando. A reclamação é que o Estado é auto-suficiente na produção de milho, mas foi prejudicado com a remoção dos estoques para outros Estados, no início do ano.
Participaram da reunião a Associação Paranaense de Suinocultores, Associação Paranaense de Avicultores (Apavi), Associação da Indústria de Abate de Aves do Paraná, Sindicato da Indústria da Carne do Paraná, Federação da Agricultura do Paraná, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná, Organização das Cooperativas do Paraná, Departamento de Economia Rural (Deral, órgão da Secretaria da Agricultura) e Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).
O presidente da Apavi, Laércio Cardoso, disse que o Governo Federal é responsável pela falta de milho, porque não fez estoques reguladores do produto, e deveria agora importar e subsidiar a venda aos pequenos criadores de aves, ovos, suínos e leite, ‘‘que não têm condições de pagar o preço de mercado’’. Cardoso prevê redução de 15% a 20% na produção de aves em seis meses.

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