Há algum tempo Sertanópolis vem substituindo o trigo pela safrinha de milho no inverno. Deve continuar fazendo isso, porque no verão o espaço é quase todo da soja. Na época normal, comenta Edson Vendrame, agrônomo dda Emater, até fica difícil achar milho verde para fazer pamonha.
Nesta safrinha o município plantou cerca de 18 mil hectares de milho, em área agrícola total de 25-26 mil hectares. Esta safrinha foi prejudicada por uma seca que provocou perdas acentuadas nas lavouras semeadas na primeira época de plantio (março). O milho semeado em abril também sofreu, mas por excesso de chuva que, em junho, facilitou a ocorrência de doenças. A produtividade alcançada, quando 60% das lavouras já foram colhidos, varia de 100 a 120 sacas (média de 95 sacas por alqueire - 41 a 49 sacas por hectare -, mas a tendência, diz Vendrame, é ficar na média de 100 sacas/alqueire no município.
Política agrícola incerta e preços desestimulantes levaram muitos triticultores tradicionais a ‘‘migrar’’ para outra gramínea, o milho, que é uma planta da primavera-verão. O milho-safrinha deu boa resposta, pois o risco é menor do que o trigo, o custo de produção também é menor e a comercialização é mais fácil, esclarece o engenheiro agrônomo da Emater.
A colheita do milho está mais adiantada, com 30% colhidos nos 19 municípios da região de Londrina e 6% da próxima safra já foram plantados sobre a safrinha. ‘‘Tivemos quebra devido à seca de março e abril. Eram esperados 7500 ha, com produtividade de 2300 a 2500 kg/ha, ‘‘mas a média está em 1600 kg/ha’’, diz a agrônoma do Deral, Rosângela Zaparolli. A redução de 30% na produtividade deve-se à seca. Na região, o milho-safrinha só é mais importante nos municípios de Sertanópolis e Primeiro de Maio. Porém a quebra é significativa este ano. Na safra normal os lavradores devem preferir a soja, devido ao preço mais atraente, pois o milho necessita de altas produtividades para dar lucro.(J.O.)

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