A cultura do milho foi uma das que apresentaram problemas pontuais devido às intempéries dos últimos meses sem precipitação. A afirmação é do economista da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra. Uma das localidades que registraram problemas foi a região de Floresta, próximo a Maringá. De acordo com o engenheiro agrônomo da cooperativa Integrada da região, Robson Fábio Arrias, em 17 mil hectares pertencentes aos cooperados, mais de 20% sofreram com a estiagem no final de 2012. Um dos principais "equívocos" dos produtores da região, afirma Arrias, foi plantar mais cedo. Segundo ele, o início da semeadura começou no final de setembro e terminou em meados de outubro, período mais seco na região.
"Em algumas localidades percebemos que o desenvolvimento das plantas foi prejudicado", afirma Arrias. Mesmo com esse incidente, o agrônomo estima que a produção deve ser superior à da safra passada, que também sofreu com a falta de água. Para este ciclo, ele espera colher 3,2 mil quilos por hectare de grãos, contra 2,2 mil quilos por hectare da safra anterior. "Mas não pode faltar chuva daqui para frente", observa o agrônomo. As cooperativas paranaenses esperam colher neste ciclo 36 milhões de toneladas de grãos, 3,5 milhões a mais do que foi registrado no ciclo anterior, segundo o último levantamento realizado pela Ocepar. (R.M.)

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