A produção de milho hidropônico está sendo incentivada em alguns pontos do País para uso como suplemento alimentar para o gado no período de escassez de pasto e forragens. A experiência realizada por produtores de Pernambuco, Rio Grande do Norte, e Rondonópolis (MT) está sendo ofertada aos produtores do Sul do País. No Nordeste o sistema foi recomendado pela Emater/RN, com orientações de como produzir, dos canteiros, uso de água, nutrientes necessários e colheita, que dependendo da região pode ser feita 14 dias após a semeadura. O uso do produto deve ser de até três dias depois da colheita.
De acordo com os técnicos da Emater/RN, trata-se de uma técnica similar ao cultivo de brotos que são utilizados para a nutrição humana. O milho é semeado em substrato sólido ou sem substrato, em canteiros suspensos ou no chão, montados em alvenaria ou madeira, revestidos de lona plástica. Em regiões do Sul, onde a incidência de geadas e escassez de pastagem é maior no inverno, o cultivo de milho hidropônico está sendo apontado como alternativa para fornecer um suplemento alimentar para o rebanho.
A adoção do cultivo no Nordeste e em Rondonópolis, de acordo com os técnicos, foi pela necessidade de fornecer aos rebanhos uma suplementação alimentar, que garantisse o incremento da produção de carne e de leite em regiões onde há falta de pastos, uma característica das paisagens nordestinas.
O que é a hidroponia A hidroponia é uma técnica através da qual torna-se possível produzir alimentos sem o contato direto com o solo e que, de acordo com os técnicos da Emater/RN, habitualmente vem sendo utilizada em estufas para produção de hortaliças. Neste caso, as plantas são acondicionadas e mantidas em canaletas de pvc ou telhas de amianto. Os nutrientes dos quais necessitam e que elas extraíriam da terra são fornecidos através de uma solução misturada em água.
Num período de 14 dias do plantio (varia de região para região) até a colheita, a forragem com milho hidropônico fica pronta, composta por massa de brotos de milho com cerca de 40 a 50 centímetros de altura e pelo próprio substrato sobre o qual as plantas germinaram e cresceram, uma espécie de tapete comestível, que proporciona de 25 a 30 kg/m2 de volumoso.
Como o período desde a semeadura até a colheita é de 14 dias, os técnicos recomendam que o produtor prepare 14 canteiros plantando 1 por dia. Dessa forma escalonada no décimo quinto dia estará colhendo de novo o primeiro e recomeçando o ciclo, como num sistema de pastejo em piquetes rotacionados. O numero de canteiros poderá ser multiplicado de acordo com o volume de produção necessário, tomando-se como referência números múltiplos de 14.

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