Na Embrapa Milho e Sorgo a reunião debateu especificamente a biofortificação do milho, projeto coordenado pelo Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT). Segundo o pesquisador Robert Eugene Schaffert, coordenador do projeto na Unidade da Embrapa, o objetivo da linha de pesquisa é aumentar a concentração de ferro, zinco e pró-vitamina A na cultura. Entre as avaliações realizadas durante a reunião do HarvestPlus no Brasil, Schaffert antecipou que o processo de seleção de linhagens de milho deverá ser realizado a partir do tamanho dos grãos, verificando, assim, a relação existente entre esse parâmetro e a quantidade de micronutrientes.
Outra diretriz é a possibilidade da utilização de um sistema mais eficiente para verificar a quantidade de ferro nos produtos agrícolas, tecnologia do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). ''Trata-se de uma técnica em que clones de bactérias revelam as concentrações de ferro nos grãos de milho'', explica o pesquisador. Segundo ele, o objetivo é eleger os materiais com maior concentração do micronutriente e multiplicá-los. Essas linhagens já estão sendo cruzadas com variedades de milho de qualidade protéica melhorada (QPM), próprios para programas sociais de combate à fome.
''Essa é uma das possibilidades do HarvestPlus conhecida como fast track, ou via rápida, em que os resultados de pesquisa são levados a campo imediatamente'', explica Robert Schaffert. Genes biofortificados estão sendo incorporados ao BRS Assum Preto, variedade para o semi-árido do Nordeste brasileiro desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo e Embrapa Tabuleiros Costeiros de Aracaju (SE). Uma das principais vantagens desse milho é a alta qualidade de proteína, 50% mais rica nos aminoácidos lisina e triptofano, que proporcionam uma alimentação equilibrada se utilizados em programas sociais. (R.L.)

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