Mil e uma utilidades
O alho (Allium sativum L.) é utilizado desde a antiguidade, não apenas como tempero, mas também na cura de várias enfermidades. Seu uso vai desde tratamentos de dor de ouvido até controle da pressão alta. Segundo o Levantamento e identificação de plantas portadoras de princípios ativos nas microbacias do Rio Tibagi, trabalho feito pelas estudantes Maria Cecília Nunes Ferreira e Sandra Fadelii, tendo como orientadora a professora Emante Regina Mikukis Juraitis, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal da Universidade de Londrina, o bulbo deve ser utilizado na forma de xarope, tintura, extrato e decocção.
Serve de anti-séptico das vias respiratórias, estimulante das secreções estomacal e biliar, vermífugo; contra artrite, pressão alta, colesterol e afecções da pele; antiinflamatório e bactericida; expectorante, asma, dor de ouvido, gripe, febre, tosse, picada de inseto e aranha, verruga, terçol, furúnculo, gripe, faringite, cólica de bebê, bronquite e circulação sanguínea. Todas as partes servem para alguma coisa; a que tem mais aplicações é o bulbo.
De acordo com o Totum em Fitoterapia (Jean-Luc Sallé, Rose Editorial, 1996), o alho é apresentado como uma planta oriunda do Oriente, cultivado atualmente no mundo inteiro. Os egípios e os hebreus da Palestina o consumiam muito (e ainda consomem) na Antiguidade. Seus principais constituintes são aliína (o óleo essencial), alisina, o enxofre e o óxido alílico. O livro recomenda o alho para casos de hipertensão, infecções pulmonares e intestinais, coqueluche, gripe, bronquite, arterioesclerose e também como antisséptico intestinal. As dosagens habitualmente recomendadas são entre um e dois gramas/dia.(S.L.)





