Método DRIS, para monitorar lavouras
Um método de avaliação do estado nutricional das plantas baseado na análise foliar permite uma pronta intervenção na lavoura instalada a campo. Trata-se do Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação (Dris), que através da observação do tecido foliar verifica as necessidades da planta, utilizando as folhas como indicativo de seu estado nutricional. Outros métodos projetam correções apenas para as próximas safras, a partir de análises de solo combinadas com análise foliar no período próximo ao florescimento da planta.
Ao antecipar-se à manifestação aparente de um desequilíbrio nutricional da planta, o produtor ainda tem tempo e condições de atuar para corrigir a dificuldade. Se ao contrário, a planta já apresenta qualquer manifestação externa, significa que a guerra pode estar praticamente perdida. Por isso era preciso um método que avaliasse o estado nutricional antes do surgimento dos sintomas, possibilitado pelo Dris, avalia o agrônomo Roberto Fioreto, professor do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina.
Se a análise de solo apontar acidez, ela pode ser corrigida com a calagem, tal como é feita a adubação antes do plantio. Não significa, porém, que estes elementos vão estar garantidos para a planta, muito menos que estarão disponíveis na proporção adequada. Por esta razão o Dris tem sido utilizado como complemento da análise do solo, permitindo perguntar à planta por qual elemento ela tem fome.
Popularização O DRIS surgiu em 1973 na África do Sul. Por ser um método complexo para o delineamento estatístico nutricional, somente era utilizado por instituições de pesquisa agronômica que possuíam computadores com capacidade para análise dos resultados e modelagem de padrões nutricionais. Com o advento dos computadores pessoais e sua maior capacidade para processar informações, o método se popularizou, passando a ser mais utilizado a partir dos últimos cinco anos.
Na Central de Análises Agronômicas (Laborsolo) de Londrina, laboratório pioneiro em disponibilizar os laudos para índice de Dris no Paraná, o método vem sendo utilizado desde 97 e hoje grande parte dos produtores que fazem análise de solo utilizam-se também da análise foliar.
Esse procedimento indica apenas o balanço nutricional da planta. A interpretação e a recomendação, analisadas a partir da cultura instalada e do estágio da lavoura (a correção somente é possível até o florescimento) é que definirão as medidas a serem tomadas.
O método Dris não indica se determinado nutriente encontra-se em concentração de toxidez ou deficiência. Mas qual o nutriente mais limitante e a ordem de limitação dos nutrientes. A afirmação é dos pesquisadores Eurípides Malavolta, Godofredo César Vitti e Sebastião Alberto de Oliveira, no artigo Avaliação do estado nutricional das plantas - princípios e aplicação, publicado pela Associação Brasileira para Pesquisa da Potessa e Fosfato (Potafós). Segundo os pesquisadores, quanto mais negativo for o índice, mais limitante é o nutriente.
Em culturas anuais é possível coletar amostras antes de 30 dias de idade da lavoura. Caso o objetivo seja a correção de deficiências nutricionais, isso pode acontecer até antes do florescimento. Como é feita precocemente, deve-se escolher a folha recém expandida em cada período de amostragem. Nas culturas anuais como milho, soja e trigo, duas épocas podem ser suficientes com intervalos de 20 dias. Nas culturas perenes, as amostras devem ser feitas antes de cada manejo de cobertura, com a mesma amostragem preconizada para o Método de Nível de Suficiência.





