No oeste paranaense, a indústria no campo tem movimentado a economia de pequenos municípios, como é o caso dos investimentos realizados pela cooperativa C.Vale, de Palotina (Oeste), que apostou na agroindustrialização para fomentar a renda dos produtores e o faturamento da organização. Atuante na produção de amido de mandioca, leite, suínos e aves, a cooperativa possui mais de 5 mil funcionários e estima ter faturado em 2013 em torno de R$ 4 bilhões.
O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, lembra que demorou 40 anos desde a fundação da cooperativa para chegar ao seu primeiro bilhão em faturamento. Segundo ele, depois da implantação do Plano de Modernização, há 18 anos, a C.Vale tem dobrado o seu faturamento a cada quatro anos. Cada vez investindo mais no processo de agroindustrialização, a organização estima chegar em 2019 com um faturamento de R$ 10 bilhões.
Com o aumento da concorrência de outras cooperativas no processo de agregar valor aos produtos, Lang destaca que a organização tem buscado se tornar mais eficiente e priorizar segmentos e produtos de maior valor agregado, pois são os que deixam uma margem maior de lucro. O presidente conta que a industrialização ocorreu de forma estratégica.
Como o Estado produz uma alta quantidade de soja e milho, a organização priorizou a transformação da proteína vegetal em animal. Lang destaca que é mais vantajoso produzir leite e carnes de frango e suíno do que commodities. O dirigente completa que o desafio da C.Vale daqui por diante é verticalizar a produção cada vez mais por meio do aumento da produção de grãos e, consequentemente, de carnes. (R.M.)

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