Mesmo com vacina, há risco de infecção
O vírus tipo ''O'', identificado como o causador da doença no MS, é bastante resistente e de fácil transmissão. Além desse, há mais outros seis tipos de vírus causadores da febre aftosa, todos altamente contagiosos. A vacina, geralmente aplicada em maio e novembro, imuniza o bovino em relação aos tipos ''A'', ''C'' e ''O'' (os mais comuns na região), mas pode não ter tanta eficácia se o animal for muito jovem e estiver em sua primeira aplicação.
De acordo com Silmar Burer, do Conesa, a imunização é maior em animais que já tenham sido vacinados anteriormente. ''Se o bovino, mesmo tendo recebido a sua primeira dose da vacina, entrar em contato com uma quantidade extremamente alta de vírus, está sujeito a desenvolver a doença'', afirma.
Porém, na fazenda Vezozzo, primeira a apresentar animais com a doença este ano, a infecção atingiu tanto bezerros de poucos meses de vida quanto o gado mais velho, de dois ou três anos. A informação é do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Edson Neme Ruiz, que afirma ser essa uma das grandes questões a serem elucidadas pelo governo. ''Todos os animais da fazenda Vezozzo foram vacinados por um médico veterinário. Por que o foco foi ocorrer justamente em uma fazenda dessa natureza? Será que o plantel estava mesmo imunizado?'', questiona.
Outra preocupação do produtor é a respeito do prejuízo resultante do abate de milhares de cabeças de gado. ''Comprovado que a vacinação estava em situação regular, quando e como os pecuaristas serão remunerados?'' (A.I.)





