Mesmo com doença se alastrando, produção cresce 11,6%
Apesar de todo o perigo que o Greening oferece para a cultura de laranja no Estado e isso deve se confirmar nos próximos anos caso o produtor não mude de atitude - a expectativa é que a safra deste ano ainda apresente crescimento frente a 2015. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção deve atingir 810,9 mil toneladas, alta de 11,6% frente as 726,6 mil toneladas do ano passado. O Valor Bruto da Produção (VBP) da atividade pode atingir a marca de R$ 277,4 milhões, o mais alto da última década. Tudo isso graças aos bons preços internacionais.
Atualmente, o Paraná possui em torno de 600 citricultores, com 21,6 mil hectares cobertos de pomares, em 100 municípios, com destaque para a região Noroeste. Paranavaí, Maringá e Londrina são os principais produtores. A colheita começa de forma antecipada em junho (devido às variedades precoces) e segue até dezembro.
Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral, relembra que no ano passado a produção esperada era de um milhão de toneladas, mas problemas climáticos como geada no inverno e seca na primavera comprometeram. "Esperamos agora uma recuperação da produção, apesar das chuvas excessivas na primavera e no verão", comenta.
Na safra atual, o citricultor deve se beneficiar da combinação de queda dos estoques provocada pelas perdas de produção em São Paulo, Minas Gerais e na Flórida - e da melhora dos preços internacionais. Enquanto na safra passada o preço pago pela caixa de 40,8 kg estava em R$ 10,50, nessa temporada já atingiu a marca de R$ 15. (Reportagem Local)





