Meridional e Embrapa avaliam sementes
Cerca de 100 agrônomos e técnicos agrícolas envolvidos no processo de pesquisa de sementes de soja da Embrapa e Fundação Meridional estiveram reunidos na quinta e sexta-feira, em Londrina, para a apresentação de duas novas cultivares de soja (BRS 183 e BRS 184) e avaliação de resultados dos ensaios de linhagens (futuras cultivares) e das vitrines de tecnologia de soja da safra 2001/2002. As variedades foram testadas em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, estados que compõem a Fundação Meridional e que respondem por 40% das sementes de soja produzidas no País.
As duas cultivares estarão disponíveis no mercado agrícola para a safra 2001/2002. A BRS 183 destacou-se nas regiões de clima mais ameno, como o Centro Sul do Paraná e Santa Catarina, apresentando ciclo precoce. Já a BRS 184 será recomendada para climas mais quentes como o do Oeste e Norte do Paraná, e o Estado de São Paulo, com ciclo semi-precoce. Ambas apresentaram média de produtividade 3% a 5% superior em relação a variedades tradicionais, e que foram tomadas como parâmetro, como a IAS5 e a FT Guaíra.
Com relação às linhagens testadas, que no total foram aproximadamente 10 mil, identificaram-se materiais mais adaptados às diferentes condições ambientais de cada região, que vão dos extremos de clima seco e quente até frio e úmido, além de solo argiloso e fértil ao arenoso e pobre.
O comportamento de grande parte destes materiais já foi transmitido a cerca de 20 mil agricultores e técnicos que participaram dos mais de 100 dias de campo desenvolvidos pela Embrapa, Fundação Meridional e parceiros da iniciativa privada nos três Estados. Os resultados estão à disposição do agricultor numa publicação que pode ser solicitada à Fundação Meridional pelo telefone (43) 323-7171 ou pelo e-mail [email protected].
A avaliação sobre o processo de pesquisa se torna ainda mais importante neste momento em que a soja se projeta no mercado internacional, apresentando reação de preço, com tendência de alta- avalia Geraldo Fróes, presidente da Fundação Meridional. A união entre Embrapa e Fundação Meridional para realização de testes de novas cultivares nos três Estados foi estabelecida há cerca de 18 meses. Possibilita experimentar as novas tecnologias desenvolvidas pelos laboratórios da Embrapa, utilizando recursos da iniciativa privada. Para a realização dos testes agora apresentados, a Fundação Meridional investiu R$ 1 milhão em 23 pontos de ensaio, 14 vitrines de tecnologia e várias unidades demonstrativas.





