Apesar dos preços baixos, a segunda safra brasileira segue favorável, segundo avalia Francisco Olavo Batista de Souza, assessor da diretoria de gestão de estoques da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Segundo ele, alguns estados como Mato Grosso, que interromperam a colheita devido às más condições climáticas, já retomaram o ritmo e seguem adiantados no recolhimento do grão.
De acordo com o último levantamento realizado pela Conab, o Brasil deve produzir nesta segunda safra 46,87 milhões de toneladas de milho, 0,1% inferior ao contabilizado no ciclo 2012/13. Mesmo com uma possível redução nas exportações devido à boa produção nos Estados Unidos, Souza acredita que a retomada das exportações de carne deve acelerar o consumo do milho, já que a commodity é muito utilizada na alimentação de suínos e aves.
Souza avalia que o mercado de milho tem um comportamento de rápida recuperação, e que isso ajudará a estruturar o setor. Além disso, o assessor da diretoria da Conab acrescenta que os leilões realizados pela entidade contribuirão no equilíbrio do mercado. Na última terça-feira, 19, a entidade realizou duas operações de leilão. Outra operação deverá ocorrer no próximo dia 28. Ao todo, a Conab prevê a remoção de 93 mil toneladas de milho.

No campo
Wilson Wendz, produtor na região de Londrina, deu uma pequena parada na colheita no início dessa semana devido ao alto índice de umidade. Até o momento, 30% de uma área plantada de 120 hectares já foram colhidos. Mesmo com a umidade, o produtor afirma que os grãos têm boa qualidade.
Ele espera colher até o final desta safra 100 sacas por hectare. Contudo, Wendz está desanimado em relação à comercialização devido aos baixos preços da commodity. Neste ciclo, ele revela que o seu lucro será zero; o que vender vai para pagar as contas da propriedade. Por causa disso, na próxima safra de verão, ele deve reduzir a área plantada de milho e substituir por soja. (R.M.)

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