Mercado promissor
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
A pecuária passa por um bom momento no País, mas é fato que a atividade no Paraná não se faz apenas da comercialização de bovinos. Quem já saboreou uma bela receita de cordeiro sabe bem. Os ovinos, principalmente de corte, têm ganhado espaço no Estado, com produtores tecnificados, que investem em capacitação, boas práticas de manejo e, claro, união para atingir retorno financeiro.
A programação da 55ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina), que termina amanhã, é prova de que há espaço significativo para a ovinocultura crescer. Durante toda a semana ocorreram cursos destinados a produtores, manejo, julgamentos e exposições de animais, que culminaram no I Seminário Paranaense em Ovinocultura Leiteira. Por volta de 600 animais, principalmente das raças Ile de France, Texel, Santa Inês, Dorper, White Dorper, Suffolk e Pool Dorset estiveram expostos durante a feira.
Os últimos números compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que em 2013 havia no Paraná por volta de 640,6 mil cabeças de ovinos. O número é 4,3% superior às 613,9 mil cabeças de 2010. A representatividade é de 3,7% do volume nacional, colocando o Estado em 7º lugar no ranking do País.
O zootecnista da Seab José Antonio Garcia Baena, coordenador estadual do Programa de Apoio à Estruturação das Cadeias Produtivas de Ovinos e Caprinos, relata que o rebanho se recuperou nos últimos anos, com alguns produtores voltando para a atividade. "Nós temos trabalhado muito forte na parte organizacional do setor. Organizando os produtores, a produção e prospectando novos mercados. É possível, aos poucos, criar uma pauta, com preços de comercialização definidos, como acontece na bovinocultura", explica.
No Paraná, existem cinco bons exemplos de cooperativas que deram certo, localizadas em Londrina, Castro, Cascavel, Guarapuava e Pato Branco. Uma nova movimentação do programa, com o intuito de organizar produtores, começou há poucas semanas também na cidade de Santo Antônio da Platina. "Hoje temos um mercado promissor, bem remunerado, mas o produtor que trabalha individualmente tem dificuldade de comercialização, muitas vezes caindo na mão de intermediários, que pagam menos. Por isso a importância desse trabalho em conjunto. Assim, é possível ter produtos padronizados, com abate de animais de até seis meses (cordeiros) e com marcas próprias para comercialização", finaliza Baena.



