Mercado mantém preço do boi
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sexta-feira, 04 de junho de 2004
Reportagem Local 
O mercado está sentindo escassez de oferta de boi rastreado. Quem apostou na ocorrência de geadas perdeu porque as chuvas até ajudaram a retenção do gado na invernada. As cotações no mercado do boi gordo, na quarta-feira, ficaram inalteradas, apesar das previsões de queda de temperatura. Em São Paulo foi mantido o patamar de R$ 62,00 nos grandes frigoríficos.
Outro fator que contribuiu para sustentação do preço foi a pouca oferta para produto de exportação. Na quarta-feira a FNP informou: ''As ofertas de animais rastreados continuam curtas e os preços firmes em praticamente todo o país. Já para os animais não rastreados existe uma ligeira maior folga de oferta, além da demanda por estes animais ser mais frouxa''.
No entanto, as escalas de abate na grande maioria dos casos é de aproximadamente uma semana, com a exceção da região de Goiânia, onde chega a duas semanas. No atacado verifica-se uma alta nos preços do traseiro, ligeiramente mais demandado, informou o analista José Vicente Ferraz, da FNP.
''Ainda acreditamos na possibilidade de alta nos preços da arroba do boi gordo, no curto prazo, em praças pecuárias como algumas regiões do Mato Grosso, Pará e Tocantins'', disse.
O analista acha que para a próxima semana pode ser possível que ocorram novas correções de preços, para o caso dos animais rastreados, em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Sul de Goiás e Triângulo Mineiro.
No mercado atacadista, no curtíssimo prazo, existe a possibilidade de uma correção dos preços do dianteiro, uma vez que houve antecipação da alta dos preços dos traseiros, esperada que era apenas para o final desta semana.
A ABIEC - sigla da entidade que representa os exportadores de carne - está prevendo que as exportações brasileiras de carne bovina devem aumentar 30% neste ano.
A receita com os embarques deverá ficar entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2 bilhões em 2004 (levemente abaixo das previsões da FNP que são de US$ 2 bilhões).
Para 2005 projeta-se atingir o valor de US$ 2,2 bilhões. Os principais mercados atuais são: Reino Unido, Chile, Holanda, EUA, Egito, totalizando 104 países destinos. A ABIEC assinou recentemente convênio com a APEX com o objetivo de divulgar ainda mais a carne brasileira no mundo.


