Mercado inicia período de ''preços comportados''
Cooperativas estão apostando num período de ''calmaria'' para o mercado das principais commodities. Analistas de empresas de consultoria divergem e acham que os preços se manterão em alta, ''porém comportados'', ou seja, sem grandes solavancos.
No Paraná, a pouca oferta mantém alto o preço do milho, com variações em algumas regiões. Na quarta-feira, 30/10, o preço médio estadual recebido pelos produtores foi R$ 20,67, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura. Nos Núcleos Regionais de Ponta Grossa, Londrina e Cornélio Procópio o preço máximo foi de R$ 22,50.
No período compreendido pelas semanas de 02-6/9 até 21-25/10, o preço do milho foi, entre as commodities, o que apresentou maior evolução: 44,24%, conforme a Divisão de Estatística Básica do Deral.
Ao ser entrevistada por este jornal, a técnica Gilka Cardoso Andretta, do Deral, apontou como causa, entre outros, os seguintes fatores básicos: a) o período de entressafra com ofertas reduzidas e grande demanda, b) o dólar, que mantém alta a paridade do preço de exportação.
Segundo a FNP Consultoria e Comércio, a oferta de milho continuará reduzida, havendo forte pressão de compra, o que configura um mercado bastante firme. ''Como consequência da falta de planejamento e da descapitalização dos compradores, muitos deles estão com seus estoques do cereal reduzidos e, dessa maneira, o mercado fica muito especulado'' - comentam os analistas da FNP.
Milho da China Na quarta-feira a Conab negou os boatos que circularam entre os agentes de mercado sobre uma possível importação de milho da China. De acordo com a empresa, seria necessário enviar uma missão brasileira à China para articular as negociações nesse sentido e aguardar mais 45 dias para que o cereal fosse desembarcado no Brasil.
Uma missão enviada àquele país, há quinze dias, para negociar as regras de certificação da soja brasileira gerou especulações sobre uma possível importação de milho chinês. Os técnicos da Conab se reuniram com o ministro da Agricultura para procurar soluções para a crise de abastecimento do milho no mercado interno.
Soja - Este ano o Brasil já embarcou 4,496 milhões de toneladas de soja, aumento de 11,21%, em relação ao mesmo período do ano passado.
No mercado interno brasileiro, as negociações continuam em ritmo lento. Poucos negócios são efetivamente realizados no mercado e os preços do grão variam, de acordo com as oscilações do dólar. Na quarta e quinta-feiras chegaram a ocorrer correções ''para baixo'', quando o dólar comercial apresentou vários recuos.
No mês em que o dólar quase chegou a R$ 4,00, agora apresenta queda de 1,20%. Ao mesmo tempo, a soja disponível na região de Ponta Grossa, que chegou a ser negociada a R$ 50/sc, apresenta-se estável, cotada a R$ 47/sc.





