Mercado firme para o café
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Célia Guerra<br>Reportagem Local 
O mercado continua favorável para o café. No Paraná, segundo o corretor Marcos Aurélio Bacceti, da Bolsa de Cereais de Londrina, da safra 2007 já foram colhidas 90% das lavouras em produção. O volume estimado deve oscilar entre 1,3 milhão e 1,35 milhão de toneladas.
Os preços pagos pelo grão de boa qualidade (tipo 6 - bebida dura) tem registrado variações desde o início do ano mas com preços compensadores (ver tabela). A pequena oferta de café - este ano, pela característica da bianualidade, é de safra menor - tem despertado produtores para outras opções de comercialização como a venda futura.
Outro incentivo foram os dois leilões promovidos pelo governo federal, por meio do Prêmio Equalizador pago ao Produtor (Pepro), onde a saca de 60 quilos do café superou R$ 250,00.
Bacceti, sem esconder o otimismo, prefere não fazer previsões sobre os valores do café até o final do ano, mas aconselha aos cafeicultores que ainda têm grão guardados na tulha a não abandonarem o lápis e o papel. ''É preciso estar de olho no mercado e buscar uma média de preços, não apostando toda a produção numa única venda. ''A comercialização de pequenos lotes em períodos diferentes garantem uma média satisfatória de rentabilidade'', ensina.
Para a safra 2008, os cafezais soltaram a primeira florada e já despotam os botões para a segunda leva de flores. ''É muito cedo para falar em produção, mas será o ano de boa safra e devemos produzir mais de dois milhões de sacas de café beneficiado''.
Ele destaca ainda o mercado firme do grão e a boa estruturação do estado para o cultivo. A recomendação final: ''Preço bons são concedidos a cafés de qualidade (tipo 6), de bom aspecto e boa bebida (dura). Quanto mais cuidados com a lavoura e com a produção melhores preços se alcançam''.
Laranja Tendência favorável também para a laranja. O preço do suco concentrado da fruta tem sofrido variações nos últimos dias, oscilando entre US$ 1.800,00 até US$ 2.400,00 a tonelada na Bolsa de Nova York. Isso significa que o mercado está favorável, com preço médio 30% superior ao mesmo período do ano passado.
Um dos fatores que contribui para esse preço favorável é decorrente de queda de 1,3% na safra de laranja da Flórida (EUA), o segundo maior produtor do mundo. A Flórida vai produzir 128,9 milhões de caixas de laranja este ano, comparativamente à estimativa de junho de 130,6 milhões de caixas, conforme relatório definitivo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Outra situação que pode influenciar no preço do suco de laranja é que a Flórida é vulnerável aos furacões. Conforme o Centro Nacional de Furacões de Miami nesse ano existe o risco de fortes tempestades atingir aquela região produtora de laranja. Por conta dessas adversidades, o clima seguirá causando oscilações nos preços da commodity nos próximos dias, segundo analistas.


