SatisfeitoPulzatto, feliz com os preços conseguidos durante a venda de gado de corte na exposiçãoOs quatro leilões de gado de corte da 38ª Exposição de Londrina, realizados nos dias 11, 13, 14 e 15, arrecadaram um total de R$969.529,00, com a venda de 4.284 animais. O maior comprador foi Cleodenir Batista Zanoni, de Sertanópolis, que desembolsou um total de R$71.583,00. O maior vendedor, Sérgio Ricardo Pulzatto, de Santa Fé, faturou R$42.675,00, com a venda de seus animais. A média dos leilões ficou em R$219,99, no dia 11; R$266,72, no dia 13; R$195,23, no dia 14; e R$230,46, no dia 15. A média dos lotes mais caros, nos quatro leilões, ficou entre R$7 mil e R$9 mil.
Boas cotaçõesPara Ricardo Pulzatto, 98 é um ano quando os preços na pecuária de corte estarão em alta. ‘‘Houve muito abate de fêmeas e, com isso, a reposição do boi magro e garrotes foi afetada. Havendo muito abate de fêmeas, faltam bezerros. Há maior procura do que oferta, valorizando o preço dos animais’’.
O preço na entressafra, na opinião de Ricardo, deverá ser de U$26 para a arroba. ‘‘A previsão é da Bolsa de Mercadorias e Futuro, de São Paulo, para outubro’’. Mesmo hoje, na safra, segundo o pecuarista, o preço da arroba é bom, ao contrário do que aconteceu em outros anos.
Mário CesarMesquita, descontente com a situação geral do mercado e a falta de incentivos que ajudariam o setor
Normalmente nas águas, época de bons capins, a oferta de bois seria maior. ‘‘Neste ano, contrariamente a outros, há pouca oferta de boi no mercado. O pecuarista está descapitalizado; todo mundo está tendo que vender para sustentar seus compromissos financeiros. Foi preciso matar as fêmeas e depois os machos, para pagar contas. O mercado está enxuto, tanto no boi magro, quanto no gordo. Quem tem para vender está conseguindo bons preços.’’
Os frigoríficos estão trabalhando na chamada escala curta. O normal, segundo Ricardo, normalmente seria comprar bois para escala de matança de sete dias. Hoje a compra é para uma escala de três dias. Também mudaram, na sua opinião, os chamados ciclos de preços da pecuária. ‘‘Antigamento o mercado tinha ciclos de sete anos. Com avanço e adoção de tecnologias e genética, os ciclos têm variado para quatro anos, embora alguns analistas de mercado e muitos pecuaristas discordem. Tivemos preços bons em 90, 94 e, na previsão, 98 também será ano de boas cotações.’’
Seleção criteriosaRicardo considera que conseguiu bons preços na comercialização do gado de corte que trouxe para a Exposição. A família comercializa na mostra de Londrina há seis anos. ‘‘O comércio do gado magro só é feito durante a exposição, onde conseguimos bons negócios. Quando se apartam os animais para trazer na mostra de Londrina, a gente escolhe como se fosse comprador. Em Londrina tem que se trazer animal de qualidade. A exposição é um local onde se paga por isso.’’
Ricardo Pulzatto tem, além da criação do gado comum, um plantel de bovinos da raça simental. Ele trabalha com o pai, Wilson Pulzatto, na fazenda de Santa Fé, próxima a Londrina e também no Mato Grosso. No gado de corte fazem o cruzamento industrial, no Mato Grosso. De lá trazem os animais para o Paraná, onde é feita a terminação. Grande parte da terminação é feita em confinamento.
No cruzamentoNos resultados dos cruzamentos têm conseguido abater machos de 15 a 20 meses, com peso de 16,5 arrobas. As fêmeas meio-sangue são usadas para transferência de embriões na propriedade e também servem na prestação de serviço, como receptoras, para outros criadores que adotam a transferência em seus rebanhos. ‘‘A propriedade em Santa Fé tem uma central de transferência de embriões e fornece as receptoras. Outros criadores mandam embriões e depois levam para suas propriedades as prenhezes já sexadas.’’

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