Mercado exige reprodução animal eficiente
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sexta-feira, 01 de outubro de 2010
Erika Zanon<BR> Reportagem Local 
Tecnologias que envolvem o efeito da progesterona no desenvolvimento embrionário e na manutenção da gestação ou o uso de sêmen sexado em programas de inseminação artificial foram alguns dos temas abordados durante do IV Simpósio de Reprodução Animal Aplicada, realizado em Londrina, semana passada. O segmento, que tem crescido em média 10% ao ano, aposta em novas técnicas para aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade da atividade pecuarista.
''Estamos propondo tecnologia para aumentar a produtividade sem abrir fronteiras agrícolas e desmatar mais florestas'', destaca Pietro Baruselli, professor do departamento de medicina veterinária da Universidade de São Paulo (USP), um dos organizadores do evento. Segundo ele, atualmente o Brasil conta com 200 milhões de animais espalhados em 200 milhões de hectares. ''É uma produtividade baixa, então a ideia é otimizar o processo'', enfatiza.
Segundo Baruselli, no País, uma vaca produz um bezerro a cada 20 meses e o ideal seria um a cada 12 meses. Há tecnologia para atingir essa meta, acrescenta o professor. A indução da ovolução, por exemplo, tem facilitado a inseminação artificial. ''A inseminação artificial não é usada porque é difícil identificar o cio da vaca, mas quando há a indução fica mais fácil'', explica ele. Atualmente a inseminação artificial é utilizada em apenas 7% das matrizes reprodutivas, o resto é coberto por touros.
Esse volume, observa ele, é muito baixo em relação a países como a Austrália em que 60% das vacas são inseminadas artificialmente. No Brasil, os 7% representa cerca de 5 milhões, dos 70 milhões de matrizes em idade reprodutiva. O mercado, reforça o especialista, está crescendo. Em 2009, foram comercializados 9 milhões de doses de sêmen, em 2008 o volume foi de 8 milhões e em 2007 foi de 7 milhões. Em 2010, a expectiva é comercializar 10 milhões de doses, crescimento de 10% em relação ao ano passado. ''E isso se deve às tecnologias de evolução''.
Segundo Everton Reis, médico veterinário e gerente de produtos da Intervet/Schering-Plough, que promoveu o evento, o segmento de reprodução animal é bastante promissor. Dentro da Intevert, a área é a que mais cresce no mercado brasileiro e representa 25% do faturamento da empresa no segmento pecuária.


