Câmbio pouco convidativo e expectativa de novas altas estão retardando o fechamento da soja no Paraná, apesar de as cotações na Bolsa de Chicago terem alcançado patamares ''nunca antes conquistados'', como definiu o analista de mercado de uma corretora local. Outro motivo é o pouco volume no mercado disponível, fazendo os vendedores apostarem no aumento das compras pelas indústrias.
O preço internacional começou a semana com força total e não ''afrouxou'' mantendo o bushel sempre acima de US$ 7,20.
Na quarta-feira, analistas de mercado consideraram ''absolutamente normal'' o recuo das bases de preços da soja no mercado interno, enquanto Chicago fechava em pequena baixa (realização de lucro) após altas espetaculares na segunda e terça-feiras. O contrato para novembro encerrou o pregão a US$ 7,275/bushel (US$ 16,04/sc de 60 kg). A causa principal foi a oferta de contratos para realização de lucros.
No Paraná, os preços cederam em todas as regiões por conta da queda nas cotações futuras da Bolsa de Chicago.
O reflexo do fraco desempenho de Chicago, associado à relativa estabilidade do dólar (comercial a R$ 2,837/2,839; paralelo, R$ 2,870/2,950) provocou uma pressão baixista sobre os preços domésticos.
No Porto de Paranaguá, compradores apresentavam interesse ao redor de R$ 45,70/sc para a soja com entrega imediata. O prêmio referente à novembro situava-se a 15 pontos acima de Chicago. Na região de Cascavel a Granoeste apurou R$ 44,20 no mercado de lotes. Em Rondonópolis, segundo a FNP, a soja tinha indicação a R$ 41,50/sc.
Relatório - Segundo o analista Stael Prata Silva Neto, analista da FNP Consultoria & AgroInformativos, no relatório divulgado esta semana, as vendas de soja brasileira em grãos no mercado externo apresentaram queda de 20,3% se comparado com o terceiro trimestre do ano passado, totalizando 6,4 milhões de t. Contudo, no acumulado do ano, as exportações de soja em grão somam mais de 16,9 milhões de toneladas ante as 15,9 milhões de t exportadas durante todo o ano.
A China ocupa a posição de principal importador da soja em grão, seguida pelos Países Baixos. A China importou cerca de 5,7 milhões de toneladas de janeiro até início de outubro. No ano passado as importações chinesas foram de 4,1 milhões de t.

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