O mercado está de olho nas consequências da onda de frio que atingiu o Paraná na semana passada. No milho, já se especula perdas de produtividade e, principalmente, na qualidade do produto devido à alta incidência de grão ardido. "O mercado está sensível", explica Gilda Bozza, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
O gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, afirma que as consequências dessa geada só não são maiores porque a safra verão de grãos do Estado foi muito boa. Segundo ele, na primeira safra, o Paraná colheu 23 milhões de toneladas. Contudo, Turra destaca que as cooperativas paranaenses estão preocupadas.
De acordo com o último levantamento do Deral, 29% da área plantada com milho da segunda safra, que totalizou 2,17 milhões de hectares, já estava colhida antes da geada. Do restante, que corresponde a 1,55 milhão de hectares plantados, cerca de 75% da área está em maturação, portanto, segundo análise da entidade, deve escapar dos efeitos da geada.
Turra destaca que apenas 25% das lavouras de milho corriam o risco de perdas significativas. "A quebra de safra para a cultura do milho deve ser pequena", sinaliza o gerente técnico. Ele acrescenta que a oferta do grão não deve ser prejudicada. "Pior que a geada, foram as chuvas que atingiram a fase de maturação do milho, o que afeta a qualidade do produto", completa o gerente técnico da Ocepar. Em relação aos preços, o mercado até agora tem ficado equilibrado. No primeiro semestre de 2013, o valor da saca de milho fechou a R$ 22,01, contra R$ 21,67 contabilizado no mesmo período do ano passado.(R.M.)

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