Mercado em expansão
A avicultura de corte iniciou 2004 em euforia. Em consequência ao elevado padrão de qualidade e sanidade, do baixo custo de produção do frango nacional e da ocorrência de casos da gripe do frango na Ásia e Estados Unidos, o crescimento das exportações deve ser entre 12 e 17% ou 2,2 milhões de toneladas. Na receita cambial, o crescimento esperado supera os 15%, perfazendo um montante de US$ 2,1 bilhão.
A expectativa parao segundo semestre de 2004 também são de crescimento - superior a 4% para o abate de frango e 8% para o volume de carne produzida. Esses percentuais são superiores aos de 2003 situados, respectivamente, em 2,7% e 4,3%.
No Paraná, a euforia também é grande e o setor espera crescer de 12 a 15% na produção de carne em 2004, além de continuar ocupando uma importante fatia nas exportações nacionais, que hoje atinge o percentual de 25,8%.
Para o veterinário Roberto de Andrade Silva, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à secretaria estadual de Agricultura, o aspecto mais desalentador continua sendo o mercado interno, que teve fraco desempenho no consumo de carne de frango em 2003. ''No entanto, a expectativa é que a economia dê uma reviravolta e retome a escalada de um crescimento sustentado'', argumentou.
Ovos A avicultura de postura também experimenta bons momentos neste início de ano, possibilitando a recuperação econômica dos produtores de ovos de consumo que, em 2002, passaram por maus momentos devido a elevação dos custos de produção, decorrente da alta dos preços do milho.
Segundo Silva, neste ano, o setor deverá conviver com a oferta de ovos ajustada a atual capacidade de consumo nacional, o que poderá sustentar a recuperação dos preços recebidos pelos produtores e a consequente ampliação do plantel e da produção.
''Por outro lado, o baixo poder aquisitivo dos consumidores, que resulta no baixo consumo de ovos, ainda persiste em 2004 e é visto como um importante fator limitante para a avicultura de postura'', analisou o veterinário.





