Mercado deve movimentar US$ 15 bi neste ano
Além da alta necessidade de importação de fertilizantes, a produção destes produtos está concentrada no mundo. A exploração das jazidas mundiais ainda está nas mãos de apenas três grupos multinacionais, o que segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, é caracterizado como um oligopólio. É um mercado que deve movimentar cerca de US$ 15 bilhões neste ano em todo o mundo. No caso do nitrogênio apenas 4 países são responsáveis por 51% da oferta mundial, embora sejam mais de 60 os países produtores.
Quarenta países têm jazidas de fosfatos, mas a maior produção está em somente cinco. A limitação mundial é registrada com potássio, uma vez que o elemento químico está presente em apenas 12 países, sendo que 93% do cloreto de potássio disponível no mundo está concentrado em apenas 5. Apesar desta limitação, o consumo de fertilizantes vêm crescendo no Brasil. Desde 94, a demanda interna cresceu mais de 200%, considerando um consumo estimado para este ano de 25.500 milhões de toneladas. Mas não é só no Brasil: a utilização de NPK cresceu 2,2% por ano em todo o mundo entre 1998 e 2007. Neste período o consumo deste produto aumentou 6,4% no País.
''A China é uma grande consumidora de nitrogênio, utilizado nas lavouras de soja. Já o Brasil não usa tanto nitrogênio porque aqui as pesquisas já desenvolveram tecnologia; a própria planta consegue 'roubar' nitrogênio do ar e fixar no solo'', afirma Mauro Osaki, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). E este aumento do consumo mundial contribuiu para a forte elevação dos preços, principalmente, a partir do ano passado. Em alguns casos, a cotação aumentou mais de 200%, sufocando muitos produtores com o aumento dos custos de produção. (F.M.)





