Considerado uma das mais importantes commodities, o café está sempre no alvo de pesquisadores, investidores e daqueles que apreciam o sabor e aroma da bebida. Hoje é comemorado o Dia Nacional do Café, data incorporada ao calendário anual da cultura em 2005, que teve como objetivo dar visibilidade e incentivar a cultura.
A atenção ao setor no Brasil tem sido traduzida em ações como o Plano de Revitalização da Cafeicultura, criado no Paraná em abril de 2007, que tem como objetivo ampliar a área plantada em 40 mil hectares e profissionalizar a produção, com a aplicação de recursos da ordem de R$ 350 milhões.
A despeito de todas as ações que envolvem o setor, a cafeicultura sofre os efeitos do mercado e das condições de cultivo, como os custos de produção. A participação de investidores que não pertencem ao setor no mundo das commodities acaba tendo interferência importante. ''O mercado nunca esteve tão volátil como agora'', avalia Paulo Franzini, coordenador da área de café do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná.
Os produtores atualmente têm que arcar com altos custos de produção. ''Os fertilizantes dobraram de preço'', afirma Franzini. Segundo o técnico, os custos acabam empatando com a remuneração da produção. Os salários dos trabalhadores também têm um peso importante na balança de custos e ganhos.
A demanda pelo produto no mundo, porém, continua em alta. De acordo com Franzini, existe um déficit de oferta de 8 milhões a 10 milhões de sacas do produto. ''Os estoques mundiais estão baixos e o consumo está crescendo'', afirma.
A busca pelo café com qualidade e a profissionalização dos produtores são os principais objetivos no Plano de Revitalização da Cafeicultura. A meta é ampliar em 40 mil hectares a área plantada em quatro anos e, para isso, são realizados treinamentos com cafeicultores e trabalhadores.
O primeiro grande desafio é a disponibilidade de mudas. Para suprir a necessidade, o plano do café conta com o reforço do Plano de Apoio à Produção de Mudas, da Seab, uma parceria com associações de produtores, prefeituras e cooperativas.
A dificuldade em implantar e renovar lavouras, em função da falta de mudas, vai influenciar o desenvolvimento do plano de aumentar em 10 mil hectares as área do café no estado este ano. ''A meta não será alcançada, mas estão trabalhando firme no treinamento'', explica o técnico. Além disso, acrescenta, nesta fase o produto avalia a melhor forma de fazer a sua plantação.

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