Rio - A expectativa favorável para o mercado futuro da soja contribuiu para segurar os preços de alimentos no atacado em fevereiro, segundo o pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Alexandre Brandão, gerente do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado na última terça-feira. Os produtos alimentícios ficaram 1,00% mais caros nas fábricas no mês passado, o maior impacto positivo no índice, que avançou 0,26%.
Segundo o IBGE, os farelos e outros resíduos da extração da soja tiveram queda de preços em fevereiro. Por serem produtos importantes no mercado de alimentos, o item impediu aceleração mais intensa da inflação setorial. "Não fosse essa queda de um produto importante, os preços de alimentos poderiam ter subido mais. A expectativa favorável para o mercado de soja futuro foi o que segurou", explicou Brandão.
Entre os demais alimentos, o impacto do câmbio fez com que os preços de carnes bovinas e de aves aumentassem de forma geral. Esses produtos são muito exportados e o dólar mais caro torna vantajosa a venda para o mercado internacional. O óleo de soja também sofreu efeito do câmbio. "Mas também se observou aumento de demanda não só interna, mas principalmente externa, pois ele é usado como insumo de biocombustível no restante do mundo", disse o pesquisador do IBGE.

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