O produtor que deixou para comprar sementes na última hora não deverá ter problemas com a falta do produto. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Sementes (Abrasem), Narciso Barison Neto, que destaca que pode ocorrer apenas falta de uma ou outra variedade. ''Além disso, muitos agricultores possuem sementes guardadas nos armazéns das propriedades'', observa.
As sementes certificadas, ou seja, com atestado de origem, deverão representar 70% do volume plantado em uma área de 27 milhões de hectares em todo o Brasil. ''Desse percentual, 85% são de variedades geneticamente modificadas'', garante o presidente da Abrasem. Barison Neto acrescenta que os produtores estão optando neste ciclo por materiais precoces. Segundo ele, a escolha desse tipo de material também é para diminuir o número de aplicações com herbicidas, ''o que resulta na elevação dos custos de produção'', completa.
Especificamente para a região Sul, o presidente da Abrasem destaca que os produtores têm buscado variedades de plantas com genética Argentina. Essas variedades, que se adaptaram muito bem ao clima e solo da região, prometem bom desenvolvimento e qualidade da planta. ''As opções mais utilizadas estão relacionadas a ciclos precoces e indeterminados''.
Com relação aos preços das sementes, Barison Neto relata que o valor do produto acompanhou o do grão. ''Quem comprou mais cedo pagou mais barato pela semente'', contabiliza. Atualmente, a média de preço por quilo gira em torno de R$ 2. De acordo com o presidente da Abrasem, há um ano o valor não passava de R$ 1 o quilo. (R.M.)

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