Mercado de olho na nova safra
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sábado, 29 de novembro de 2003
Reportagem Local 
Tendência é de estabilidade. Mercado agora fica de olho no comportamento das safras brasileira e argentina
Feriado de quinta-feira nos Estados Unidos (Dia Mundial de Ação de Graças) interrompeu uma sequência de baixas na Bolsa de Chicago que vinha repercutindo no mercado interno brasileiro, apesar de duas características suficientemente fortes para contrapor a influência dos preços internacionais.
A primeira característica é a pouca soja em poder dos produtores, a ser comercializada. No Paraná, menos de 12% - na semana passada. Em termos de Brasil, cerca de 5% no máximo. Outro ponto é o câmbio, encostando no patamar de R$ 3,00/US$ 1,00.
Nenhum desses fatores foi suficiente para vacinar o mercado local contra os efeitos do recuo em Chicago, causado basicamente por retaliações por parte da China.
Há divergências entre os analistas de mercado mas alguns já admitem que o ciclo de baixa da soja está começando. Daqui para frente, o comportamento das safras brasileira e argentina é que vai determinar exercer influência sobre os preços.
Chicago, quarta-feira - O Contrato futuro encerrou o pregão em queda, enquanto os demais contratos apresentaram uma ligeira recuperação. o contrato com vencimento em janeiro encerrou o pregão cotado a US$ 7,4575/bushel (US$ 16,44/saca).
Preços internos - A taxa de câmbio voltou a se apresentar em alta, mas com pouca influência nas vendas. Apesar de poucos negócios os preços ficaram entre R$ 45,80 e R$ 45,00 no Oeste e Norte do Paraná. Em Ponta Grossa, variação entre R$ 47,30 e R$ 47,50.
Os melhores preços recebidos pelos produtores, segundo o Deral/Sima foram R$ 45,00 em Jacarezinho; R$ 44,60, em Apucarana, e R$ 44,00 em Curitiba.
Quem deixou de vender a soja até meados de outubro, quando as cotações na Bolsa de Chicago bateram a marca de US$ 8,00/bushel - mais de US$ 17/saca -, já deve estar contando alguns motivos para se arrepender - comentaram esta semana traders que operam no Paraná.
Na quarta-feira os contratos futuros da Chicago Board of Trade fecharam em baixa mais uma vez. No mercado interno pouca oferta e pouquíssima procura. Bem que o dólar ajudou um pouco (comercial, R$ 2,946/2,948; paralelo, R$ 2,920/2,980 e turismo R$ 2,870/2,990). Mas a realidade da oferta e procura é mais forte.
Segundo analistas de mercado, a demanda interna ''está contida''. É que as indústrias fizeram posição dois meses atrás e estão estocadas.
De qualquer forma o mercado da principal commoditie agrícola está passando por uma fase muito diferente do cenário da mesma época no ano passado. O câmbio flutuava acima R$ 3,50/US$ 1,00.


