Mercado de flores tem potencial para crescer
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sexta-feira, 31 de outubro de 2003
Cláudia Barberato<br> Reportagem Local 
O casal Natalina e Seitei Takemura, produtores há quase 40 anos em Londrina, têm neste período do ano o pico de produção de flores, especialmente os crisântemos em vasos, destinados a atender o mercado local e regional. A produção é voltada para atender a demanda do Dia de Finados, que acontece amanhã.
Devemos somar 35 mil vasos de crisântemos de cores variadas só para o Finados, previa Márcio Takemura, filho do casal, durante a colheita realizada esta semana no sítio da família.
Segundo Seitei Takemura a colheita de flores acontece o ano inteiro com produção de 100 mil vasos de crisântemos, além de outras variedades de flores e plantas ornamentais.
No período que antecede Finados o cultivo de crisântemos é intensificado, especialmente na estufa para a produção de vasos, mais procuradas para a data.
Tudo é vendido sem intermediários, o que garante maior lucratividade ao negócio, diz Márcio Takemura. O custo de produção de um vaso, de tamanho médio, segundo ele, fica entre R$ 1 e R$ 1,50 e é vendido por R$ 2,20 a R$ 2,50. Dependendo do tamanho vendemos até a R$ 4,00, completa.
A produção é vendida em feiras livres e do produtor, nas floriculturas, em supermercados, numa loja que a família mantém no Mercado Shangri-lá, na zona oeste de Londrina, e para floristas de cidades da região.
O objetivo, garante Seitei, é ampliar o cultivo e buscar maior fatia no mercado local e regional. Muitas pessoas desconhecem que aqui existe produção de qualidade,completa. A família também pretende diversificar e investir no cultivo de outras espécies de flores e plantas ornamentais.
Outro objetivo é participar de um Mercado de Flores a ser implantado em breve no Ceasa de Londrina, com apoio da Associação de Produtores de Flores e Plantas Ornamentais do Norte e Noroeste do Paraná (Aflonorpa). A intenção é fortalecer a atividade e ampliar a participação dos produtores no mercado local.
Segundo Higino Martins Aquino Filho, presidente da Aflonorpa, 75% de plantas e
flores consumidas hoje em Londrina e região vêm de outros Estados, especialmente de Holambra (SP). Sobra apenas 25% para os produtores locais.
Temos potencial e qualidade para ampliar essa participação no mercado, garante Higino. A estimativa dele é de um crescimento de 5% no próximo ano. Os produtores têm investido em tecnologias e estão atualizados em qualidade.
A Aflonorpa, fundada em abril deste ano, tem 45 associados que produzem uma variedade de plantas e flores. Segundo Higino Martins, na época de Finados a produção só de crisântemos em vasos, por exemplo, está estimada em mais de 1 milhão de vasos.
A diversidade na produção local, segundo ele, também seria mais atrativa aos floristas. A logística da atividade sairia mais barato do que importar de outros Estados. A associação está trabalhando para estimular esse crescimento, mostrando a viabilidade financeira da atividade e a brecha de mercado local.
Na opinião de Higino o potencial de mercado era inexplorado porque cada produtor atuava de maneira isolada. Ficava mais cômodo e fácil para os floristas, por exemplo, comprar de um caminhão vindo de Holambra.
Muitos dos lojistas, segundo ele, até desconheciam a produção local. Em função disso, o produtor deixava de vender mais ou ampliar sua produção; e o florista acabava comprando produtos mais caros, vindos de fora, o que desestimulava a produção local.


