Mercado comporta novas altas para o boi gordo
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sexta-feira, 25 de outubro de 2002
Reportagem Local 
O preço máximo da arroba chegou esta semana a R$ 53,00 no Paraná. Variou a partir de R$ 51,50. Em São Paulo, o valor à vista do indicador do boi gordo Esalq/BM&F fechou a R$ 54,87/arroba na quarta-feira, alta de 0,57% no dia. A prazo, a cotação ficou em R$ 55,91/arroba, ganho de 0,67%. Pecuaristas paulistas continuam pressionando os preços, através da redução da oferta.
Segundo a FNP, o mercado físico do boi gordo segue a sua escalada de preços. Esta semana houve novas altas também em MS, MT (Barra do Garças e Colíder), GO (Sul), PR e TO (Araguaína).
''As ofertas de gado para abate em todo o Brasil continuam pequenas e mesmo com os preços subindo não ocorrem aumentos de oferta'', informa a FNP.
Na quarta-feira, a análise era a seguinte: ''As escalas de abate de um modo geral são formadas ainda para segunda-feira próxima, mas ainda existe um contigente considerável de frigoríficos que necessitam de boiadas para esta semana''.
Portanto, as escalas de abate nos frigoríficos foram curtas o que mantém o mercado comprador.
Atacado não ajuda - Mas é bom ter claro que o atacado da carne em São Paulo mantém seus preços inalterados, com vendas consideradas muito fracas.
Porém, mesmo assim, os analistas - como José Vicente Ferraz, da FNP, de São Paulo -, continuam acreditando que ainda exista espaço no mercado físico do boi gordo para novas altas de preços nos próximos dias, uma vez que, no curto prazo, um aumento de ofertas de animais para abate e um alongamento das escalas de abate são muito improváveis.
Acredita-se que pelo menos até o final deste mês, as ofertas de gado para abate no mercado físico ficarão muito reduzidas, permitindo novas altas de preços.


