Com o preço 69% maior em relação à safra do ano passado, o milho está em ascenção e tem os efeitos de uma grande demanda interna e ainda a disputa do produto pelo mercado internacional. De acordo com Margorete Demarchi, técnica do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), a produção de aves está em pleno vapor, e há um grande interesse dos compradores estrangeiros. ''A Conab (Companhia Brasileira de Abastecimento) estima que serão exportadas em torno de 8,5 milhões de toneladas este ano'', afirma. Nesta semana, a saca do milho foi comercializada a R$ 20,62.
A safra de milho 2006/07 se beneficiou pelo clima bom e o Paraná colheu 8,861 mil toneladas. Nesta primeira safra de 2007 o Deral estima um aumento de 3% da área plantada, que alcançará 1.367 mil hectares. Mas a estimativa é de uma quebra de 1,7%, com a colheita de 8,7 milhões de toneladas.
O clima desta vez preocupa. ''Não há previsão de chuva e já se ouve falar que os produtores que iriam plantar milho e soja estão desistindo do primeiro, optando somente pela soja'', diz Margorete, lembrando que o milho é uma cultura mais cara, o que desmotiva o agricultor a correr riscos.
O período do milho safrinha chega ao fim. Segundo o Deral, 97% da área já foram colhidos. Geadas e estiagem provocaram uma quebra de 16%, mas as 5,05 milhões de toneladas estimadas são consideradas um volume razoável.
O mercado do trigo também continua aquecido e o preço já está 65% maior que no mesmo período do ano passado. Na quarta-feira desta semana a saca era vendida a R$ 35,46, preço que não passava de R$ 21,50 em 2006. Os baixos estoques internacionais têm sido determinantes na definição deste patamar. Segundo o Deral, o Brasil consome 10,2 milhões de toneladas e só produz 3,9 milhões de toneladas. Neste safra o Paraná deve produzir 1,910 mil toneladas, o que representa uma quebra de 8% em relação ao ano passado.

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