Mercado aponta a intensificação
Embora o confinamento seja feito para terminação no Brasil, na cria e recria o gado ainda fica no pasto. Segundo Hyberville Neto, da Scot Consultoria, tem muita área para ser ocupada sem desmatar no País, mas a tendência é a intensificação da produção. ''O preço das commodities tem reduzido a cada ano. Então, para o produtor lucrar vai ter que produzir mais e nas mesmas áreas'', avalia o consultor.
Na sua opinião, o confinamento é uma tendência mas não por si só. O processo está dentro de um conjunto de fatores que deve fazer parte da cartilha da pecuária brasileira em busca do desenvolvimento. A produção intensiva otimiza a atividade, acrescenta o consultor, mas para a pecuária brasileira ser competitiva também precisa evoluir em questões de sanidade e de tecnologia reprodutiva.
Ainda como estímulo aos produtores, Neto ressalta que o confinamento é utilizado no Brasil mais como estratégia para levar o animal para ser abatido no segundo semestre. E, segundo dados da Scot, nos últimos 10 anos, apenas em 2005 e 2009 os preços da carne foram menores no segundo semestre do que no primeiro. ''Ou seja, quem produz no segundo período do ano, consegue preços melhores porque a oferta é restrita'', analisa Neto. (E.Z.)





