Menos cooperativas, mais cooperados
Cooperativas fortes para ter competitividade no mercado interno e externo. Produtor rural vira cooperado para garantir mais renda. Essa é a tendência que está se concretizando no setor de cooperativas de agronenócio no mundo, de acordo a professora Rossana Lott Rodrigues.
''As cooperativas estão se agrupando para poder competir com as empresas não cooperativas. A idéia é você crescer em número de associados, porque um produtor sozinho acaba enfrentando dificuldades, diminuir o número de cooperativas é ganhar mercados'', enfatiza ela.
O grande impulso para a consolidação das cooperativas como organização que, além de produzir commodities também beneficiam os produtos, ocorreu na década de 90 com a abertura da economia, afirma Rossana. ''As cooperativas investiram muito em tecnologia e passaram a deixar os produtos cada vez mais elaborados. Se você exporta grãos de soja, vai importar o óleo. Onde você criou o emprego?'', questiona.
Outra tendência, segundo Rossana, é que esse número de produtos industrializados pelas cooperativas aumente ainda mais. No ano passado, as cooperativas brasileiras exportaram 241 tipos diferentes de produtos elaborados. Esse fato comprova o ''efeito multiplicador'' do trabalho das cooperativas, visto que são gerados empregos no campo e em setores como a indústria de embalagens. (J.W.)





