Menos agrotóxico, mesma produtividade
O agricultor que busca produtividade e rentabilidade na lavoura precisa estar atento às melhorias técnicas de seu sistema produtivo. Com o objetivo de levar de forma eficiente esse tipo de informação aos produtores, a Expocop abre um espaço na sua agenda técnica para a divulgação dos resultados da Campanha Plante seu Futuro, um programa promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em parceria com diversas instituições, como Instituto Emater e Embrapa.
O trabalho, que iniciou há quase um ano, tem como proposta ações permanentes de divulgação e capacitação de boas práticas agrícolas no campo com as tecnologias já disponíveis. As frentes de atuação do projeto são o manejo integrado de solos e água, pragas, doenças, tecnologias de aplicação de defensivos, entre outras.
Ao longo do programa, melhorias do processo produtivo são levadas aos agricultores pelos técnicos do Emater, debatidas com eles, e então instalados campos demonstrativos na própria lavoura, apresentando uma alternativa e expondo boas práticas de manejo. Comparativamente, uma vez por semana, os extensionistas vão a campo e analisam o rendimento das duas áreas.
Durante o evento, que acontece na próxima quinta-feira, o Instituto Emater irá apresentar os resultados do programa na safra 2013/14, com ênfase no controle das lagartas Helicoverpa armigera na Microbacia do Arara. Já a Embrapa vai tratar sobre a importância do manejo integrado e pragas de difícil controle.
O pesquisador da área de entomologia da Embrapa Soja, Samuel Roggia, explica que a ideia é tratar dos fundamentos do manejo integrado de pragas, principalmente na questão de aplicar os produtos no momento certo, proteger a lavoura, com menor custo e mesmo rendimento por hectare. "Normalmente, o produtor não tem perda de produtividade, mas sim elevação de gastos, aplicando mais defensivos do que o necessário. Outra consequência é que, ao longo do tempo, as pragas vão se tornando mais resistentes devido ao número elevado de aplicações", explica Roggia.
O pesquisador comenta ainda que a chave do sucesso é que o produtor esteja na lavoura pelo menos uma vez por semana, visitando efetivamente, fazendo amostragens, quantificando o número de pragas e determinando a partir dessa quantificação a necessidade ou não da aplicação de agrotóxicos. "De um modo geral, é possível reduzir pela metade o uso de agrotóxicos, sem perda de rendimento, ou seja, o agricultor gasta menos com veneno e colhe o mesmo volume." (V.L.)





