MELISSA - Melissa officinalis L.
Aspectos agronômicos: Planta da família Lamiaceae, nativa do Oriente Médio e Mediterrâneo, e Sul da Europa. Introduzida e aclimatada nas Américas, é cultivada nos EUA, desde o Maine até a Geórgia e Missouri, e em regiões subtropicais da América Latina, como Colômbia, Venezuela, Argentina e Brasil. Erva perene, de clima temperado a subtropical, desenvolve-se bem sob sol pleno, não tolera temperaturas muito elevadas ou alta umidade relativa do ar. Com média tolerância a geadas e exigente em disponibilidade hídrica no solo.
Requer solos bem drenados, com boa fertilidade e bom teor de matéria orgânica. Pode ser propagada por sementes, que são muito pequenas, o que dificulta sua distribuição, ou por divisão de touceiras. Plantio de setembro a janeiro, direto no campo, efetuando-se irrigações diárias, até o enraizamento.
O espaçamento deve ser de 30 x 30 centímetros entrelinhas até 40 x 40 cm. Pode atingir de 30 a 50 cm de altura. Início da colheita em seis meses após o plantio no campo, cortando-se 10 cm acima do solo. Deve-se optar pelo corte na parte da manhã para reduzir as perdas de óleos voláteis (Adzet et al., 1992), sendo possível efetuar até três cortes/ano. Rendimento de 1,5 a 2,5 t/ha/ano de folhas secas. O teor de óleo essencial varia de 0,2 a 0,3%, mas pode chegar a 0,5% com melhoramento genético (Adzet et al., 1992).
A temperatura máxima de secagem das folhas não deve exceder os 45ºC.
A área de plantio deve ser renovada a cada três ou quatro anos.
Nomes populares: Cidreira, melissa (Itália), melisa (Argentina), toronjil, lemon balm (Ingl.), mélisse (França).
Histórico: Planta cultivada no Mediterrâneo há dois mil anos, como planta melífera (daí sua denominação - Melissa). O aroma de seus óleos essenciais é semelhante ao das secreções sexuais das abelhas. Os Árabes foram os primeiros a dar importância a seu uso medicinal, em casos de hipocondria, ansiedade e depressão. Era chamada de elixir de longa vida por Paracelso (médico da Antigüidade).
Usos terapêuticos:
- Internamente como tranqüilizante, sedativo e hipnótico (insônia), antiespasmódico (contra cólicas), carminativo (contra gases), colerético (estimula a função da vesícula biliar, facilitando a digestão), antioxidante, inibe a função tireoidiana, analgésico (enxaquecas) e hipotensor.
- Externamente, em compressas, para picadas de inseto, herpes e entupimento das mamas.
- Outros usos: Utilizado em culinária, para dar um aroma de limão aos pratos. Utilizada ainda em bebidas e licores diversos e na indústria cosmética, para banhos aromáticos e preparo de diversos produtos para a pele e os cabelos e ainda como repelente de insetos.
Princípios ativos: óleos essenciais (linalol, geraniol, nerol, citral, citronelal, etc), flavonóides (luteolol, apigenina), alcóois (citranelol, linalol, geraniol), ácidos (rosmarínico, cafeico, clorogênico, ursólico, rosmarínico e oleânico), taninos, glicosídeos e resinas.
Partes utilizadas: Folhas e flores.
Formas de uso e dosagem: chá por infusão: 30 a 70 grs/litro de água - Até 03 xícaras/dia; cataplasmas, pomadas ou cremes para uso tópico; extrato seco (5:1): 300 a 900 mg/dia; extrato fluído: 2 gr/dia; óleo essencial: 2 a 4 gotas até 3X/dia; tintura: 2 a 6 ml 3X/dia.
Tempo de uso: pelo tempo que se fizer necessário.
Efeitos colaterais: sonolência, hipotensão arterial em altas doses (principalmente na utilização da essência). Não relatados nas dosagens recomendadas.
Contra indicações: gravidez, lactação e hipotireoidismo.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.
Fontes principais de consulta: Plantas aromáticas e medicinais - cultivo e utilização - Paulo Guilherme Ferreira Ribeiro e Rui Cépil Diniz . Londrina: IAPAR, 2008. Tratado de fitomedicina - bases clínicas e farmacológicas Dr. Jorge R. Alonso - editora Isis . 1998 - Buenos Aires - Argentina.





