O Senar quer melhorar a qualidade de vida das famílias e valorizar o campo. Os números mostram que isto é necessário: em 1970, 4,4 milhões de pessoas viviam da lavoura. O campo já abrigou 63% da população do Paraná. Mas, no último censo, em 2000, apenas 18% dos habitantes (1,7 milhão de cidadãos) permaneciam nas áreas rurais. O professor e doutor, Fernando Peres, da USP, responsável pelo conteúdo técnico do Programa Empreendedor Rural, observa: o que aconteceu foi uma série de processos contrários ao povo que vivia da agricultura, como a política educacional, que investiu nas cidades. Isto resultou num inchaço das metrópoles e com isso o aumento nos índices de desemprego e criminalidade; na abundância de doenças e na escassez de saúde e educação. Segundo ele, o setor foi penalizado, os valores sociais foram hostis aos agricultores e criou-se a cultura anti-rural, pró-urbana.
A proposta do Programa Empreendedor Rural é recuperar a auto-estima e capacidade nas pessoas que vivem no e do campo. O conteúdo compreende desenvolvimento humano, gestão empreendedora e a criação de um
projeto que será elaborado ao longo dos 12 encontros semanais previstos
durante o curso, para então ser implantado na propriedade do participante,
em um grupo de propriedades ou na comunidade. A meta até o final deste ano,
é formar 2.500 empreendedores rurais.

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