Segundo o professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Antonio Carlos Saraiva da Costa, a calagem e a gessagem são duas das principais práticas do processo inicial do preparo da terra. "A calagem busca corrigir o solo em cerca de 20 centímetros da superfície. É importante saber disso, pois se o agricultor pretende obter altas produtividades, precisa corrigir o solo em profundidade e para isso é necessário utilizar o gesso. É nesse momento que entra a gessagem, pois o calcário não consegue corrigir o solo em profundidade", orienta.
Ao fazer um resgate histórico, o professor recorda que o solo original, após a derrubada da mata, conseguia produzir, por alguns anos, mesmo sem adubação ou calagem.
"Havia um reservatório de nutrientes associado à matéria orgânica da própria mata. Porém, após certo tempo, esse reservatório se esgotou e houve quedas sensíveis na capacidade de produção. Então, agora, há a necessidade da aplicação de adubos e além disso, é necessário corrigir o solo. Por este motivo, é preciso sempre fazer calagem e depois que se corrigiu em superfície, passa-se a pensar num solo mais profundo, para grandes produtividades. Essa área de exploração mais profunda só ocorrerá com a aplicação de gesso", esclarece Costa. (Reportagem Local)

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