Melhoramento estende-se a 9 Estados
Melhoramento
estende-se a
9 Estados
Criada há 27 anos em Uruguaiana, RS, a raça aquitânica vem sendo melhorada geneticamente e submetida a testes nas mais diversas condições do País, pelo médico-veterinário e pecuarista Harley dos Santos Pansard, de Londrina, no Paraná, Pantanal de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Goiás, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e no Chaco paraguaio.
É uma raça formada por duas raças do mesmo tronco genético (blonde e caracau), ou seja, pela união de animais da mesma origem. Os veterinários Surreaux e Pansard dizem que, por isso, ocorre baixo choque sanguíneo quando são acasalados animais blonde e caracu, o que proporciona alta heterose quando os aquitânicos são cruzados com outras raças européias e com zebuínos.
Uma das raças-mães, a caracu, é fruto dos primeiros bovinos trazidos ao Brasil pelos portugueses, , há quase 500 anos. Ela desenvolveu-se por seleção natural, adaptando-se à agressividade do ambiente. Por volta de 1930 começaram trabalhos de seleção dirigida. Selecionados ao longo dos séculos pela natureza, apenas os mais aptos e resistentes sobreviveram e deram origem ao caracu atual, resistente ao calor e apto às conidições de pastagens pobres, com alto teor de fibra e ótima fertilidade. Mas, é pobre em rendimento de carcaça e cobertura de carcaça.
Já a blonde daquitaine, originária do Sudoeste da França, é uma raça moderna, de ótima fertilidade, facilidade de parto, precocidade, excelente cobertura muscular e rendimento de carcaça, com tolerância razoável ao calor. A aquitânica é uma raça sintética adaptada ao clima tropical brasileiro, com bom rendimento e cobertura muscular típica de um europeu. (J.O.)
=========





