A alameda de palmeiras que conduz à propriedade de Genilson Garmus, 33 anos, no assentamento Florestan Fernandes, ilustra o respeito que o homem passa a ter com a terra, abandonando uma cultura quase que extrativista para aprender, através da assistência técnica que, além de poder colher uma renda mensal, com a diversificação da produção, é possível conquistar qualidade de vida.
Há oito anos, a família Garmus está no lote de cerca de 6 alqueires. Enquanto se dedica à criação de gado, sericicultura e produção de grãos, espera que a água dos dois poços artesianos, que foram perfurados na comunidade, banhem com mais prosperidade o assentamento.
''Claro que a gente tem muita coisa para melhorar, mas não penso em ampliar o barracão do bicho-da-seda. Quero ter mais êxito na atividade, conseguindo melhorar as amoras, já que influencia na qualidade da produção, o que consequentemente significa uma melhor qualificação dos meus produtos'', projeta Garmus. Tempos melhores do que a época em que morava com os pais, arrendatários descapitalizados no sudoeste, e que ''no desespero'', como afirma, optaram pelo Movimento Sem-Terra (MST).
''A gente passou dois anos aqui sem luz e água. Morávamos numa casinha perto do rio para facilitar a falta de água. Depois que conseguimos furar um poço, construímos a casa e começamos as nossas atividades. Entrei no barracão do bicho-da-seda porque estava dando certo para outros produtores. Essa é uma atividade que não necessitava de água'', destaca Garmus que, atualmente, tem 40 mil larvas no barracão, esperando vender a R$ 7,00, o quilo para a indústria. O valor máximo de mercado de uma produção de boa qualidade é em torno de R$ 7,40.

mockup