As diferenças mais significativas levantadas pela pesquisa de Sônia Stertz, apontam que a batata orgânica possui teores mais elevados de matéria seca, carboidratos, energia e açúcares que as amostras dos vegetais produzidos nos sistemas convencional e hidropônico. Outra vantagem foi encontrada no morango orgânico que possui mais nutrientes como o sódio, magnésio, fósforo, potássio e cobalto.
A pesquisa mostra algumas tendências, entre elas, de que as hortícolas hidropônicas apresentam maior teor de minerais em geral. Já as orgânicas saem na frente da produção convencional no teor de cinzas, fibras, selênio, ferro e sódio. Todas as amostras pesquisadas, segundo a professora apresentam teores de algums tipos de minerais pesados como o cádmio, chumbo, cobre, mercúrio, mas em índices inferiores ao Limite Máximo de Tolerância, determinado pela legislação brasileira.
No trabalho a professora destaca que o principal dano na qualidade das hortaliças avaliadas se refere à quantidade de resíduos de agrotóxicos. Os alimentos hidropônicos contém os maiores índices de contaminação, com 41,18%. Na sequência aparecem as verduras produzidas no sistema convencional com uma porcentagem de resíduo de 33,87%.
Mas nem mesmo os orgânicos ficaram livres, o estudo apontou um índice de 9,68%. Para a professora, nos produtos orgânicos esses níveis aparecem com menor frequência, menos resíduos múltiplos, o que garante um menor risco em relação ao consumo. ''Essas eventuais contaminações ocorrem por possível poluição ambiental, poluição tecnológica acidental ou por manejo indadequado'', defende.
Sônia Stertz orienta que, independente do sistema de cultivo, os riscos levantados pela pesquisa apontam para a necessidade de uma limpeza rigorosa em todos os alimentos. Já quanto a detecção de resíduos de agrotóxicos não autorizados ou acima dos limites máximos reforçam a necessidade de uma reavalição das boas práticas agrícolas, considerando todo a cadeia produtiva.
Ela sugere ainda a implementação de ações que fortaleçam a agricultura orgânica no País, já que essa tecnologia produz alimentos sem resíduos químicos perigosos, e assim, ''desejáveis na eliminação ou minimização dos riscos à saúde humana e ambiental''. (C.G.)

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