O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) é um órgão estratégico para o desenvolvimento sustentável do Estado. Seu papel fiscalizador e normativo é indispensável para disciplinar as atividades com potencial poluidor no segmento industrial, comercial, de serviços e no campo, garantindo a qualidade de vida e a formação de empresas responsáveis e sólidas
Desde que foi criado, em 1992, vem acumulando grande experiência através do trabalho de seus técnicos. Este conhecimento acumulado, porém, corre grave risco de se perder. Com isso, os prejuízos serão imensos para o Paraná e para o Brasil.
O IAP não tem concurso público há mais de 20 anos. Se não forem contratados novos servidores com urgência, não haverá tempo para transferência de conhecimento dos técnicos da ativa, com idade média de 50 anos e muito próximos da aposentadoria. Há um risco gravíssimo de perda dessa experiência, fundamental para o melhor funcionamento deste órgão tão importante. É urgente salvarmos o IAP!
A falta de investimento no IAP também se faz sentir pela lentidão de seu trabalho, realizado na base do sacrifício de seus insuficientes servidores, com instalações antigas e tecnologias de informação do final do século passado.
Não é por falta de receita que isso acontece, pois os recursos repassados via taxas de licenciamento e multas ambientais compõem a 2 receita do Estado. Os recursos têm que ser aplicados na manutenção de um quadro adequado de servidores e tecnologia à disposição, com vistas a reduzir o numero de papéis e documentos que infernizam a vida dos cidadãos e dos funcionários.
É preciso facilitar o uso de imagens de satélites e o acesso a banco de dados de outros órgãos ambientais para otimizar as ações do IAP. Precisamos do órgão ambiental estadual forte para atender a demanda de licenciamento cada vez maior. Ganharia toda a sociedade com isso, pois uma maior agilidade no licenciamento vai garantir atendimento adequado às empresas instaladas no Paraná neste momento de aquecimento da economia e da geração de empregos.
Isso também é importante para dar condições de competitividade no mercado internacional, acesso a financiamentos e certificações e suporte para o aumento da arrecadação em todos os níveis. Para o cidadão comum, além dos benefícios colhidos por uma economia em crescimento, o fortalecimento do órgão ambiental trará a garantia de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável, que consiga conciliar o crescimento econômico com respeito à qualidade da água, do solo e do ar, e preservação de nossa fauna e flora.
Fernando de Barros é engenheiro civil, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental e responsável técnico da Master Ambiental. Sugestões de temas: [email protected].

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