Medo de assalto
O agricultor Antônio Bortholozzi sempre investiu em tecnologia para obter altos índices de produtividade com a soja. Este ano não será diferente. O produtor já adquiriu os insumos para o plantio dos 100 alqueires que possui em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), com destaque para um fungicida contra ferrugem, que este ano será aplicado preventivamente em toda a área cultivada.
Mais precavido que em outros anos, Bortholozzi preferiu não arriscar e deixou os produtos na Corol, da qual é cooperado. Tudo isso por medo de assalto. ''Os produtos guardados na cooperativa são assegurados e em caso de roubo, não saimos no prejuízo'', declarou o agricultor que calculou um custo de produção de cerca de 70 sacas de soja/alqueire.
Como Bortholozzi, outros produtores trocaram os galpões dos sítios pela segurança dos armazéns das cooperativas. É o caso de Samuel Sanches, de Jataizinho, que já sofreu ameaças de assalto por telefone. ''Fechei um pacote com a cooperativa que garantiu o preço e a entrega da mercadoria conforme a minha necessidade'', explicou Sanches, que deverá iniciar o plantio da soja no final de outubro. (M.G.)





