Medidas protetoras
As lideranças do setor leiteiro acreditam na organização dos produtores para pressionar o Governo a tomar medidas de proteção de toda a cadeia produtiva do leite. Essas medidas começariam pela redução do prazo de financiamento das importações de produtos lácteos, para o período máximo de 30 dias, enquanto não existirem linhas de crédito no Brasil compatíveis com os juros praticados no mercado internacional. Além disso, pedem a criação de um preço de pauta de importação, com objetivo de evitar o subfaturamento nas importações.
O setor prevê também que a elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) dos produtos lácteos de 16 para 20% desestimularia as operações de triangulação via Mercosul; além da criação de linhas de crédito para financiamento de estocagem de leite em pó, queijos e manteiga, com objetivo de enxugar o excedente de produção no período de safra e complementar o abastecimento na entressafra.
Outro pedido seria a aplicação de medidas de salvaguarda, com restrições quantitativas às importações de produtos lácteos e apoio às ações que visem coibir as práticas desleais de comércio. De acordo com os segmentos do setor leiteiro a adoção dessas medidas não representa nenhum risco de elevação de preços ao consumidor. Atualmente, em plena entressafra, estão sobrando leite e derivados no mercado. O estoque de produtos das indústrias está acima do normal.
As reivindicações foram entregues, no dia 27 de agosto ,ao Ministro da Fazenda, Pedro Malan. O documento foi assinado por dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Confederçaão Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL), Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Leite Brasil), Conselho Nacional das Indústrias de Laticínios (CONIL), Associação das Indústrias de Leite Desidratado (ABILD), Associação Brasileira de Leite Longa Vida (ABLV) e Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ).(C.B.)





