Medidas para enfrentar globalização
A ocorrência de novas fusões e incorporações de cooperativas já vinha sendo prevista pelo presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. Para ele o momento é decisivo para que as diretorias das cooperativas sejam mais profissionais para reduzir custos e aumentar a competitividade. Este é o caminho para enfrentar a concorrência da globalização e da ameaça que vem do Mercosul, principalmente no setor de lácteos, observou.
A unificação de cooperativas não é novidade no Paraná, principalmente as que trabalham com o setor leiteiro. Elas estão saindo na frente e investindo cerca de R$ 50 milhões para modernizar a produção e reduzir custos para ganhar na economia de escala. Embora ainda tímidas, essas cooperativas estão partindo para projetos de unificação de estruturas que podem resultar em fusões futuras.
A Ocepar confirma que as cooperativas vinham atravessando dificuldades desde 1994 e o setor lácteo é o que demonstra maior potencial de sair crise porque trabalha com produtos que geram renda diária e constante, ao contrário de outros segmentos da agricultura.
No ínicio do ano as cooperativas Clac e Witmarsum se uniram num empreendimento único e criaram a Centralpar - Cooperativa Central de Alimentos do Paraná Ltda. As duas cooperativas estão investindo R$ 12,8 milhões na instalação de uma estrutura de recepção e industrialização do leite de suas áreas de influência. A intenção é aumentar a participação no mercado de laticínios com maior volume de produção. Com a unificação das estruturas a capacidade de recepção deve se elevar para 800 mil litros de leite por dia.
Na região Oeste, a Sudcooop, cooperativa central formada pelas cooperativas de Palotina, Coopercol de Cafelândia, Cotrefal de Medianeira e Copagril de Marechal Cândido Rondon está investindo R$ 1,67 milhão na aquisição de equipamentos para automoção da produção. Na região Norte as cooperativas ensaiam um processo de união entre a Colmar, de Maringá, Colari de Mandaguari, Central Norte de Apucarana, Cativa de Londrina e a Confepar. A direção da Confepar admite que o processo é lento e cheio de divergências, mas reconhece que a unificação das estruturas é o caminho para conseguir escala de produção como forma de enfrentar a concorrência.





