O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem divulgado várias medidas para tentar diminuir as perdas na pecuária, devido ao alto preço do milho para ração de animais. No entanto, especialistas dizem que os efeitos são mínimos sobre o mercado.
A última notícia divulgada foi a de que o Mapa vai detalhar e alinhar as medidas necessárias à importação de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos, para evitar o risco de desabastecimento de ração animal, na última terça-feira. Para o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, as medidas não costumam ter o resultado esperado. "Quando tirou o TEC (Tarifa Externa Comum) de importação do Mercosul, não foi satisfatório. O problema é que o País ficou sem estoques."
Professor de economia rural da FAE e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eugenio Stefanelo afirma que mesmo a possibilidade de tirar os tributos de importação sobre o milho, como o PIS/Cofins, acabariam absorvidos pelo mercado. A medida foi discutida pelo setor neste ano. "Se fizerem isso, os exportadores da Argentina e do Paraguai automaticamente vão aumentar o preço e absorver a diferença." (F.G.)

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