Mecanização auxilia na colheita de um produto especial
Jovem cafeicultor da cidade de Ribeirão Claro, Cleomilson Serafim, de 27 anos, deixou o cultivo das hortaliças e retornou ao café há cerca de sete anos. A paixão pelo cultivo vinha da infância e, logo que voltou à atividade, resolveu trabalhar em seus cinco hectares de forma mecanizada. Para ele, esse processo acabou sendo fundamental para produzir os cafés especiais desde 2010. Atualmente, 60% da sua produção é voltada para exportação.
A opção pelo investimento em mecanização - em torno de R$ 100 mil foi fundamental na propriedade de Serafim. Para ele, é inviável produzir hoje um café apenas de forma manual. "A mecanização, bem utilizada, faz com que seja muito mais fácil produzir um café de qualidade. Com o secador, o lavador e outros equipamentos se reduz o tempo no terreiro e não é necessário muita mão de obra. Trabalhar com máquinas acaba auxiliando inclu-
sive na produção dos cafés
especiais."
Da sua produção, em torno de 15% o cafeicultor consegue atingir a marca de 84 pontos da escala de pontuação internacional da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). Outro fator que ele está buscando é a renovação da sua lavoura, que espera concluir em dez anos. "A produtividade ainda é boa, mas tenho que melhorar
a genética das plantas para conseguir grãos mais graúdos e manter uma produti-
vidade de 50 sacas por
hectare."
Para a comercialização na Ficafé, o cafeicultor espera ter cinco lotes de cafés especiais à disposição dos compradores do País e do mundo. Ele explica que para lotes deste tipo, a peneira deve ser 16 ou superior, enquanto para a exportação a peneira é 14 ou acima. As medidas dos crivos das peneiras são dadas em frações de 1/64 de polegada e o número da peneira corresponde ao numerador da fração. (V.L.)





