Mecanismo do Desenvolvimento Limpo
Um dos sistemas criados pelo Protocolo chama-se MDL - Mecanismo do Desenvolvimento Limpo. Por esse mecanismo, os países industrializados (ou Anexo I) que não cumprirem suas metas de redução de elementos poluentes compram o direito de poluir, financiando projetos de redução da poluição em países em desenvolvimento (Não Anexo I), que poluem bem menos. Segundo Laila Menechino, que é especializada em Direito Ambiental, para evitar abusos nesse sentido, o Protocolo estabeleceu que apenas 1% da meta prevista para cada país pode ser compensada em outros territórios.
Existem várias empresas em todo o mundo autorizadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) a desenvolverem projetos para redução de emissões de gases. São as agências reguladoras de proteção ambiental, que emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes.
Entre as atividades mais indicadas para gerar os certificados estão a substituição de óleo diesel ou carvão mineral em caldeiras por biodiesel, reflorestamento, captação do gás metano de aterros sanitários ou fazendas de suínos (produção de biogás) e a substituição total ou parcial do óleo diesel pelo biodiesel em caminhões, ônibus, tratores, locomotivas, barcos e outras atividades previstas no MDL.
Um projeto que resultar em diminuição do impacto ambiental e for aprovado pela sede do MDL, em Bonn (Alemanha), pode lançar os Certificados de Redução de Emissões papéis negociados no mercado financeiro.
Cotações
Seguindo os aumentos recordes no preço do petróleo e gás natural, o mercado de créditos de carbono manteve a tendência de alta das últimas semanas de maio. Entre os países da Europa, a tonelada evitada de CO2 ou seu equivalente em outros gases quebrou a barreira dos 26,00 euros para entrega em dezembro.
Os créditos negociados entre os países do Anexo I e os países emergentes, caso do Brasil, seguiram a tendência e fecharam a última semana do mês cotados em 17,68 euros também para entrega em dezembro de 2008.
O Brasil acumula 280 projetos de MDL já aprovados pela Organização das Nações Unidas ou em algum de estágio de tramitação. Juntos, esses projetos equivalem a 281,22 milhões de toneladas não-emitidas de CO2.
O País se mantém em terceiro lugar em tonelagem, com 6% do total mundial, atrás da China (49%) e da Índia (23%) e em número de projetos, com 9%, novamente atrás de China (34%) e Índia (28%). Outros países de destaque são México, Malásia e Coréia do Sul.





