O secretário da Agricultura, Nilson Ladeia, conta que o assentamento da Fazenda Acolá recebeu assessoramento da Emater, do Iapar e da própria Seab para a compra da terra. Ele acredita que a frustação da lavoura do café foi o divisor de águas que comprometeu o sucesso do projeto.
Ladeia ressalta ainda que a mudança nos lotes pode ter prejudicado o pagamento das parcelas. ''Alguns produtores em maior dificuldade financeira repassaram as dívidas para outras famílias, que se apossaram da terra no meio do projeto e por isso não tinham condições de arcar com o pagamento da primeira parcela'', declara.
Outra questão que prejudica os moradores da Fazenda Acolá é a existência de uma área de mato que não pode ser ocupada com lavoura. São cerca de 20 alqueires além dos 20% destinados à Reserva Legal. Para Eloir Santos o terreno poderia ser vendido para quem não possui área de preservação na propriedade e usá-lo no pagamento da dívida'', sugere.
O secretário explica que mesmo que seja feita uma nova medição da área, é provável que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não aprove o desmatamento do terreno. ''Além disso, eles possuem apenas uma escritura provisória da fazenda, o que impede a venda das terras'', conclui. (M.G.)

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