Mato Grosso busca investidores de outros estados
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sexta-feira, 24 de agosto de 2001
Carolina Avansini<BR>De Londrina 
Inverno ameno, ausência de geadas, chuvas regulares, insolação permanente e rebanho livre da febre aftosa. De acordo com o governador do Mato Grosso (MT), Dante de Oliveira, essas condições tornam o Estado propício ao desenvolvimento da agropecuária. Ele esteve em Londrina na segunda-feira divulgando as potencialidades mato-grossenses para produtores rurais e empresários paranaenses. Desde 1999, ele vem ministrando a palestra ''Mato Grosso: é hora de investir'' em vários estados brasileiros. O objetivo é atrair capital de outras áreas para o Estado.
O Mato Grosso ocupa, atualmente, a posição de maior produtor de soja do País, com 9,1 milhões de toneladas colhidas na última safra. É também o maior produtor de algodão, tendo produzido 481,3 mil quilos de algodão em pluma. Segundo Dante de Oliveira, esses resultados foram obtidos porque o governo incentiva, através de subsídios, cadeias produtivas identificadas com a vocação do Estado.
O governador lembrou que diante da ausência de fronteiras para expansão agrícola no Paraná, muitos produtores do Estado estão investindo em terras no Mato Grosso. ''Os paranaenses formam a primeira maior colônia de migrantes em território matogrossense''. O estado do Centro Oeste possui 25 milhões de hectares (ha) de área agrícola disponível, mas apenas 4,5 milhões de ha são utilizados.
Além da agricultura e da pecuária, ele destacou a produção de madeira e o ecoturismo como atividades com grande potencial de desenvolvimento. ''O Mato Grosso possui áreas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado'', disse, acrescentando que o governo federal liberou U$ 400 milhões para estimular o turismo no Pantanal. Os recursos também serão investidos no Mato Grosso do Sul.
Sobre o fato do solo do Cerrado, onde se concentra a maioria das lavouras, possuir algumas deficiências que poderiam interferir no desenvolvimento das plantas, ele garantiu que o único problema é a acidez, passível de ser corrigida com calcário. Oliveira ressaltou que a Fundação Mato Grosso tem desenvolvido pesquisas com o objetivo de encontrar cultivares de soja e algodão mais adaptadas às condições do Estado. A instituição, de caráter privado, também trabalha em parceria com a Embrapa para viabilizar a produção de milho matogrossense.


