Matéria-prima do jeito que o mercado quer
A ''segregação por classe de matéria-prima'' é o ponto de partida para o produtor começar a atender à expectativa do mercado. Saber distinguir o trigo brando, de baixa força de glúten, dos demais grãos, é outro passo necessário. Os segmentos da produção - agricultores e cooperativas - podem direcionar a matéria-prima para cada tipo de derivado. Assim atenderá melhor o mercado e a colocação do produto pode ser mais fácil.
''Para segregar, o produtor tem que conhecer qual é a classe de trigo que está plantando (pela variedade) e qual o produto final que a indústria de derivados pretende obter com aquela matéria-prima. É importante saber, portanto, quem é o cliente final, se é a panificação, o pastifício ou a fábrica de bolacha'', segundo os técnicos da pesquisa.
Outra classe de trigo é o trigo ''melhorador'' que tem altíssima força de glúten e serve para macarrão ou para mesclar com outras duas classes como o grão brando e o destinado a fabricação de pães.
Há mercado para todos os tipos, como os destinados à bolachas e biscoitos; os destinados ao pão. E a força de glúten varia entre média e alta e isto também é levado em conta na industrialização.
Cada indústria transformadora tem suas demandas específicas para cada produto, chegando a diferenciar os vários tipos de biscoitos, bolachas ou pães. Exemplo: a bolacha Maria requer um tipo de força de glúten que pode não ser a mesma força de glúten da bolacha tipo waffer.
Os setor produtivo ainda não está ciente dessa segregação que os moinhos precisam e até exigem. E por que exigem?. É porque o mercado é diversificado e o leque de alimentos derivados é amplo. A pesquisa já tem isso classificado e pode ajudar os produtores.
Técnicos do setor moageiro e do próprio setor produtivo acham que o agricultor vai ter que começar a discutir as diferenças desses mercados com relação à matéria-prima que as fábricas demandam.
A opção por um dos tipos de matéria-prima é definida na escolha da variedade. Mas os técnicos observam que, além da genética, expressa na variedade, outros fatores vão exercer influência, como ambiente e clima.
Por exemplo: o Oeste e o Norte do Paraná, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul são regiões que têm potencial para produzir um grão de alta força de glúten; é um trigo para pão e, também, um trigo melhorador.
Segundo os técnicos, nessas regiões o produtor deveria procurar variedade somente dessas classes, porque a indústria vem buscar exatamente nessas regiões essa característica de glúten, proporcionando melhor liquidez. Com trigos bem tipificados o produtor vai ter facilidade para negociar.
Além da genética, expressa através das variedades, o fator ambiental também exerce influência sobre as características dos grãos.
Serviço
O seminário é aberto para todo público ligado ao trigo, dos produtores aos industriais comerciantes. As inscrições podem ser feitas no próprio local, Hotel Sumatra, a partir das 14 horas do dia 3/2. Preço da inscrição: R$ 50,00.





