Adelino Aramaki, do Síitio Taquara, está obtendo bons lucros com café superadensadoNa lavoura, organização também é sinônimo de lucro. Não basta apenas o agricultor plantar. É preciso ter na ponta do lápis tudo o que foi gasto,
para saber se vale a pena continuar investindo naquela cultura ou se é hora de partir para a exploração de outro tipo de produto. O agrônomo Adelino Aramaki, 42 anos, sócio do Sítio Taquara, de seis alqueires, localizado em Nova Esperança, apostou na organização para produzir café superadensado.
No dia 20 de outubro de 1994, Adelino Aramaki e o sócio, Sadao Takakura, plantaram 12 mil pés de café da variedade Iapar 59, e 5 mil pés de catuaí amarelo. A receita líquida que eles estão tendo agora com a colheita chega a R$ 16.774,50 por hectare.
Custo de produçãoNum caderninho, o agrônomo Adelino Aramaki tem anotado tudo o que foi gasto nas três etas. Aramaki conta que ele e o sócio gastaram na implantação da lavoura, em outubro de 94, R$ 2.705,50. No primeiro ano, entre outubro de 94 e julho de 95, Aramaki e Sakura desembolsaram R$ 707,00. No segundo ano da cultura, que vai dos meses de agosto de 95 a julho de 96, os dois investiram mais R$ 932,00 no café.
No dia-a-dia os bóias-frias executam as tarefas que são deixadas por escrito
No terceiro ano, que se estende de agosto de 96 até julho deste ano, os gastos deles com o café superadensado chegam a R$ 4.081,00. Nos três períodos, os investimentos chegaram a R$ 8.425,50. Os gastos dizem respeito à mão-de-obra, adubação de cobertura, aplicação de granulados, pulverizações, capina, transporte interno e secagem.
Adelino Aramaki explica que o solo do Sítio Taquara é arenoso. ‘‘A fertilidade é baixa, se a gente não fizer a correção, a terra não dá nada’’, comenta. O resultado é a colheita de 140 sacas beneficiadas por hectare que Aramaki e Takakura estão obtendo nesta safra. A saca está sendo comercializada a R$ 180,00.
No caderninho de Adelino Aramaki está anotada, por exemplo, a correção que ele fez na propriedade, para tornar o sítio produtivo. ‘‘Antes isto aqui tudo era um capoeirão bravo’’, lembra. Para plantar o café superadensado, em 94, a terra foi adubada com esterco de galinha, na proporção de um quilo por pé, num total de 10 mil quilos por hectare, o que significou um gasto de R$ 500,00.
A terra também recebeu 100 gramas por pé de super fosfato simples, num total de mil quilos por hectare, o que custou R$ 240,00. As mudas (10 mil pés/hectare) custaram R$ 1.200,00. No total foram gasto com insumos foi R$ 2.256,00; a limpeza do terreno ficou em R$ 60,00; a aração em R$ 37,50; e a gradagem em R$ 15,00.
Com o plantio, foram gastos R$ 200,00; com o replantio R$ 20,00. As despesas até o plantio chegaram a R$ 2.705,50. Na adubação de cobertura no primeiro ano de formação, o agrônomo Adelino Aramaki mostra que foram gastos R$ 120,00 com quatro caminhões de bagaço de cana. Apesar de todo esse trabalho, ele se diz satisfeito com a cultura. ‘‘Eu acho que vale a pena plantar café, pois se gasta em média R$ 30,00 para produzir uma saca de 60 quilos, que está sendo vendida a R$ 180,00’’, salienta Aramaki.
Fotos: Josoé CarvalhoDiversificaçãoNesta safra devem ser colhidas quatro mil caixas de uvas
UvasOs sócios do Sítio Taquara também estão apostando na diversificação. Dos 1.300 pés de uva plantados, 650 já estão produzindo. Nesta safra devem ser colhidas quatro mil caixas de uvas das variedades brasil e benitaka.
Há cinco anos Aramaki presta serviços à Prefeitura de Nova Esperança. ‘‘Por isso passo, no mínimo, duas vezes por dia na propriedade para ver se as tarefas estão sendo bem executadas’’, conta.
As tarefas, é bom que se diga, são deixadas por Aramaki por escrito. Metódico ou didático, seja lá como o chamem, a verdade é que o estilo dele já tem lhe proporcionado (e ao sócio também) um bom dinheirinho no bolso.

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